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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

MAD HEADS


Meu desejo por mostrar musicas boas para as pessoas é incrivel, me fazendo até mesmo colaborar com o blog de meu arquiinimigo Fabricio Fanfa.


Hoje, depois de um bom tempo sem postar por aqui, vou falar um pouco de uma das minhas bandas preferidas de psychobilly (ou neo-rockabilly como eles mesmo se taxavam, mesmo eu achando que cai muito mais pro psycho...), o Mad Heads.


Formada em 1991 na cidade de Kiev, na Ucrania, foram a primeira banda psychobilly do país. Algumas mudanças de formação e depois de algum tempo, mais precisamente em 1996, eles lançaram o album (maravilhoso por sinal) "Psycholula" pelo selo alemão Crazy Love Rec., varias musicas são dignas de menção, como as macabronas (que parecem ter saido da trilha sonora de algum filme do Tim Burton) "The Nails" e "Evil People", outas como "Never Die","N-d-e" são o que eu chamo de psychobilly verdadeiro, e para quem curte Smiths escutem a "Welcome", me lembra muito um smithsabilly, genial.


Sendo já muito conhecidos em sua terra natal a essa altura, fazendo aparições na TV, radio e em revistas, após o lançamento do album vieram a ser amplamente conhecidos em todo o continente europeu. tocando no Callela Psychobilly Meeting na Espanha, e constantes aparições em territorio finlandes, fora os shows por quase todo continente europeu como Russia, Italia, Polonia, Reino Unido...


O segundo album, "Mad in Ukraine", lançado em 1998 tambem pela Crazy Love é com certeza absoluta um dos pontos mais altos do psychobilly dos anos 90, e talvez do psychobilly em geral. Fudido do começo ao fim, "Tram in Lunacy" é quase um metal melodico de tão bem trabalhada, e pelos seus vocais a lá Angra. "Sharks" tem todo aquele clima de uma taberna cheia de piratas cantando em coro, "Treat Me Bad" é uma das baladas mais legais ja gravadas por uma banda de psychobilly, e a "porrada Ukranian Horror Show" é pra cair no wrecking matando.


Talvez pelo sucesso de bandas como Tiger Army e Nekromantix, eles lançam o beeem melódico "Naked Flame", sem toda aquela identidade de seus albuns anteriores mas ainda sim com seus hits como "Sleeping", "Stinky Town" e "Psychollela".


A essa altura ja vistos como uma das bandas preferidas do povo rockeiro Ukraniano lançam pouco depois, em 2003, o album "Contact" cantando inteiramente em ucraniano. Um album bom... mas não chega aos pés dos 2º primeiros discos.

Arte fudida da capa do primeiro disco da banda

Em 2004 com a sensação de "missão cumprida" os Mad Heads dão um tempo com a banda e formam o Mad Heads XL, banda que mistura ska, punk e folk ucraniano. A banda virou um verdadeiro fenomeno em territorio ucraniano, e aparentemente não teremos noticias do Mad Heads (como um trio) tão cedo.



Quando eu falo com os anos de 1990 foram ótimos para o psychobilly muita gente ainda duvida e torce o nariz, espero que voces escutem essa banda e tirem suas proprias conclusões, NECESSARIO, OBRIGATÓRIO, BAIXEM AGORA!!!!!


Download dos discos

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

TORMENT

Uma das mais originais e inventivas bandas dos anos 80, o Torment se destacou com sua sonoridade singular em relação as bandas da época e é cultuada até hoje por psychos do mundo inteiro, além de ser uma das bandas preferidas de nós do blog.


Com o trágico suicídio do vocalista e líder Simon Brand, a banda cessou suas atividades de vez em 1994. Leia mais sobre eles no texto a seguir retirado do site alemão Oldschool Psychobilly:



O Torment foi formado pelo ex-Frenzy Simon Brand (vocal e guitarra) e Kevin Haynes (bateria) no final de 1985 em Bristol – Inglaterra. Nos primórdios a banda tinha como baixista Sean Holder.

Primeira formação da banda, com Sean Holder no baixo

Em 1986 a banda começou a ganhar reconhecimento, e uma fita demo foi gravada e entregue à Roy Williams, da Nervous Records (a maior gravadora de psychobilly e neo-rockabilly da época) que mostrou interesse em lançar algo do Torment.

Simon Brand ná época do Frenzy

Pouco depois, Sean Holder deixa o baixo para a entrada de um velho amigo de Simon Brand, Simon Crowfoot, e logo começaram a fazer vários shows.

Formação clássica da banda, já com Simon Crowfoot no rabecão

Na primavera de 86 o Torment grava duas músicas para a coletânea Zorch Factor e mais três para a coletânea Stomping At The Klub Foot, no mesmo ano ainda lançam o Ep Mystery Men e, mais tarde, ainda em 86, o primeiro álbum completo e um petardo, Psyclops Carnival.

A banda com amigos, em 87

Após uma grande tour européia para promover o disco, em 87 entram em estúdio para a gravação de Three’s a Crowd, com a produção do frontman do Frenzy, Steve Whitehouse, e do próprio Simon Brand.


A essa altura já considerada uma das mais conhecidas bandas do gênero e com shows freqüentes no Klub Foot, gravam em 89 o álbum Round The World, que é um tanto diferente para o padrão de som do grupo, músicas como a versão a capella de “Twently Fight Rock” do Eddie Cochran e a melancólica balada “Hideway” marcam o mais estranho trabalho da banda.

Simon Crowfoot e à direita Orazio, do Boppin' Kids

Em 1990 lançam o último disco da banda, Hipnosis, com a produção de Pete Gage, que já havia trabalhado com bandas como Restless e Screamin’ Lord Stuch, dessa vez com uma sonoridade muito mais psychobilly que o disco anterior, e com ótimas músicas como “Worse And Worse”, “Psyclone Joe” e “Don’t Despair”.

Foto clássica de um gig do Torment com o Batmobile. Imagimem como foi isso...

Em 91, após conhecer uma garota holandesa, Simon Crowfoot abandona a banda para a entrada de Vince Mildren, e é feita mais uma tour por todo o continente europeu.

À direita Vince Mildren, substitudo de Simon Crowfoot no final da banda

Finalmente em 1993 a banda suspende as atividades por problemas pessoais de Simon Brand ligados a sua ex-esposa, e o mesmo se para Vermont (EUA). Mas logo no ano seguinte volta para a Inglatera afim de retomar seu casamento e ainda faz planos para um provável retorno da banda com Kevin Haynes.

Último show da banda com Simon Crowfoot

O possível retorno com sua ex-mulher não deu certo e então a própria família de Simon Brand o interna em um hospital por problemas graves de depressão, pouco tempo depois Simon Brand comete suicídio por enforcamento, colocando um fim definitivo na tragetória da banda.

Show no 3rd Wrecking Festival, em 90 na Bélgica

Kevin Haynes que era designer das capas da Nervous Records nos anos 80 ainda mora em Bristol, já Simon Crowfoot atualmente mora na Nova Zelândia.




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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

GAZMEN


O Gazmen foi formado nada menos por Gary ‘Gaz’ Day, considerado por muitos como um dos melhores baixistas não só da cena como do mundo. Gary já colaborou com diversas bandas, como Nitros, Frantic Flitstones, Caravans, Sharks, Empress Of Fur e até Morrissey, frontman do Smiths.

Participação da Gaz na época áurea do Frantic Flintstones

O resto da banda é composta basicamente pelos caras do Sharks mais o guitarrista Alain Whyte, que tocou com Gary Day no Morrissey. Eles tocam um neo-rockabilly/psychobilly bem tradicional, na linha do próprio Sharks e as vezes lembrando Meteors no começo.

Da esquerda pra direita: Boz Boorer, John Spencer, Morrissey, Alain Whyte e Gary Day, em 91

Lançaram apenas este ep em 96, chamado “Rigormortis Rock”. A faixa-título foi escrita por Alan Wilson e lançada pela primeira vez junto à banda The Space Cadets (não confundir com a que o Mark Harman tocou), em 84, na coletânea “Hell's Bent On Rocking”, da Nervous. Alguns sons do play foram escritos enquanto Gary Day estava no Sharks e outros gravados mas nunca lançados.

Show no Hammersmith Odeon, em 91

Pouco tempo depois, o line-up teve mudança: entrou Pug (Frantic Flintstones) e Stuart (Guana Batz).

Em 2000, este ep foi re-lançado em CD pelo selo americano Rock It, mas atualmente está fora de catálogo. Além disto, as quatro músicas saíram alguns anos atrás na coletânea “Rockin’ With Morrissey’s Side-Men”, que não é nada mais nada menos que uma compilição de músicas do pessoal que já tocou com o Morrissey, como Boz Boorer (Polecats, Deltas, Frantix), Alain Whyte (Gazmen e bandas obscuras de rockabilly), Johnny Bridgewood (Stringrays) e o já citado Gary Day.

Gary Day em Las Vegas tocando com Morrissey, em 2000

Ano passado, Alan Wilson achou algumas demos perdidas do Gazmen, Sharks e do FF na fase X-Ray Sessions, e pretente lançar assim que possível todo esse material em conjunto com a Raucous e seu selo Western Star.


Pra quem gosta de Sharks e neo, é uma boa pedida 2:)


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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

SOMETHING SHOCKING


O Something Shocking iniciou suas atividades no final de 1986, com Vanessa no vocal e baixo, Doug na guitarra e Pete na bateria. Logo recrutaram Emma para o baixo de pau, o que permitiu que Vanessa se concentrasse completamente nos vocais. Notava-se desde o princípio a paixão de Vanessa pelo punk rock, inclusive seu vocal remete totalmente à Rezillos e Penetration, bandas punks com vocal feminino que fervilhavam na época. Inclusive o SS gravaria um som do Revillos no seu full-lenght, com a música "Motorbike Beat"

Apresentação durante o 1st Big Rumble, em 1990

O agora quarteto gravou uma música, que acabou dando nome ao sampler "Something To Remember" da Fury Records. Logo depois disso Doug saiu da banda para voltar ao Rattlers, banda que tocava anteriormente. Em seu lugar entrou Mike, que havia acabado de sair do Demented Are Go. Essa influência pode ser vista claramente em "Flight 101", música que Mike escreveu e é bem parecida com "Flight 103" do DAG. Ele escreveu a maioria das músicas originais, o que eventualmente causou um pouco de tensão na banda.

Capa do único play da banda, uma das mais fudidas por sinal

Este line-up gravou e lançou em 91 Pink, um álbum que hoje em dia merece ser redescoberto e ouvido com atenção. É um disco muito bom, com uma grande variedade de influências, o que faz do Something Shocking uma banda única, misturando Psychobilly clássico com Punk, Pop dos anos 80 e bandas de garotas dos anos 60. Parece injusto eles nunca terem alcançado uma dose maior de sucesso já que a banda era diferenciada, com músicas bem trabalhadas e melódicas. Sem contar a voz de Vanessa, que é muito boa, mas sendo pop demais para ser grande na cena Psychobilly da época (apesar de terem tocado no primeiro Big Rumble) e psycho demais para atrair algum selo grande. A banda não estava em uma posição boa e logo se encontrou num beco sem saída.

Something Shocking no auge, abrindo pro Guana Batz

Vendo como atualmente muitas bandas fazem crossover entre vários estilos diferentes, é de se imaginar que o Something Shocking veio cedo demais... Emma ainda toca baixo em algumas bandas de rock'n'roll e rhytm'n'blues, como The Unknows, Razzle Dazzle e etc.


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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

SCANNERZ


O Scannerz foi um quarteto alemão formado em meados dos anos 80 por Semmel, Klaudia, Uwe e Steve.

Eles tocavam uma espécie neo-rockabilly com um toque de psychobilly, com uma guitarra e baixo excepcionais, muito comparados com o Restless na época. Principalmente o guitarrista Semmel, chamado por muitos na cena como o segundo Mark Harman.

As músicas são bem contagiantes com um bom toque medódico e original, mas o real destaque vai para Klaudia. Ele faz backing vocal em algumas faixas e vocal principal em duas, incluindo o ótimo cover do Ricochets "Night Ship" e a ska/new wave/psychobilly "Change Myself".

Uwe e Klaudia nas antigas

O único lançamento deles foi um disco homônimo lançado em 87, via Maybe Crazy Recods.

A banda terminou antes da virada da década por que Klaudia e Uwe queriam tirar uma sonoridade parecida com Krewmen e Semmel continuando com Restless. Após o término, Uwe tocou em outras bandas de menos expressão, Semmel no trio rockabilly The Tin Cans que está na ativa até hoje, Klaudia teve um filho, foi morar em Cologne e acabou desencanando de som. O outro integrante não se sabe o que se sucedeu.

Cartaz do último gig da banda

Se você gosta de neo-rockabilly/psychobilly 80s, esse disco é um bom passatempo!


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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

GUTTER DEMONS


AEEEE, voltei! Eu não posto sempre mas meus posts são sempre legais, modéstia a parte! Hoje vou postar uma entrevista muito legal que eu tinha feito pro nosso zine impresso, o Zorch Nº2, com os canadenses do Gutter Demons, os mesmos que muitos psycho-mala-billy TRUE 80's torcem o nariz por ser uma banda um pouco mais pesada que o normal. Bom, dúvido que se eles fossem uma banda da década de 90, tal como Godless e Nekromantix iam torcer tanto o nariz e fazer tanta manha pra ouvir a banda, visto que a maioria dos que falam mal nunca ouviram, por ser uma banda pós anos 2000, sendo isso uma ofensa ao psychobilly true classic de conservatório dos anos 80.


Uma vez o Defunto Negão, que colabora volta e meia aqui, e tambem no kidsofthe80, no auge da sua jihad psychobilistica disse que as bandas atuais são algo como "sátiras" das bandas da decada de 80 por não seguirem a risca aquilo criado pelo Meteors. Fato é que existem muitas bandas terríveis atuais e o auge da criatividade do psychobilly foram os anos 80, mas ignorar tudo que foi criado após isso é sinônimo de idiotice.

É dificil manter a "pureza" em um estilo que é um hibrido de dois estilos, voce pode pender tanto mais pro lado billy quanto para o lado punk, sem exagerar em qualquer um dos lados.


Os caras do Gutter Demons são originais no que fazem, não soam parecido com nenhuma banda de psychobilly que eu conheço e merecem uma escutada com atenção, as letras são bem legais e as melodias contagiantes, recomendo para quem curte mais punk/vocal rasgado e afins.

A entrevista foi feita em 2007, por isso ta meio desatualizada, a banda terminou no ano passado (2008), segundo os caras da banda o vocalista Johnny Toxik não tinha mais interesse...

Bom, fica o registro! enjoy! ;D


1) Quem é quem no Gutter Demons? Quando e como voces começaram a tocar juntos?

Johnny Toxik: guitarra & voz
Flipper: baixo acustico
Custom Pat: bateria

Nos todos ja tocamos em varias bandas de rockabilly e punk antes do Gutter Demons.Na epoca estavamos tocando juntos numa banda de neo-rockabilly com vocal feminino chamado Rosekill. Nós 3 montamos o Gutter Demons como um projeto paralelo ao Rosekill, depois do 1º show do Gutter Demons resolvemos acabar com o Rosekill.


2) GD soa diferente de qualquer outra banda atual, uma mistura entre psychobilly 80's com o psycho/punk atual. De onde vem um som tão unico? Quais as principais influencias?

Johnny Toxik: é dificil dizer, acho que apenas acontece desse jeito. Nos escutamos diferentes estilos de musica, não só psycho/rockabilly, e isso influencia nossa som. Eu acho que isso é importante poque não queremos reproduzir o que já foi feito por outras bandas.

Flipper: Eu tenho mais influencias rockabilly do que punk, e eu acho importante manter o "billy" como influencia, oque falta um pouco nas bandas de hoje em dia. O psychobilly dos anos 80 é nossa maior influencia, mas preferimos manter nossa propria identidade.


3) Vejo que voces tem muita influencia de filmes de horror nas letras, e já que o Zorch Zine fala sobre filmes e quadrinhos nos fale quais são seus filmes e quadrinhos preferidos, e quais influenciaram algumas musicas? (Eu reconheci o começo da Psycho-Rama do filme "Pieces", no Brasil conhecido como Terror da Serra Eletrica!)

JT: Eu não tenho um filme ou quadrinho preferido, mas eu gosto muito de Pieces. Usar o horror numa letra de musica é mais para criar uma atmosfera e fazer a pessoa se sentir desconfortavel, não como colocar palavras legais juntas. É contar uma historia ou significar algo que deixe voce com algumas questões na cabeça. O medo vem de coisas que voce não entende.

F: Nenhum filme necessariamente, mas sim o estilo que mais nos influencia. Pra mim "Hill Have Eyes" sempre foi meu favorido. E não quero parecer um paga pau mas eu gosto muito dos filmes do Zé do Caixão. Spawn e Wolverine são quadrinhos bem legais.


4) Eu soube que voces participaram de um filme, fale mais sobre isso!

F: Nós aparecemos num filme B chamado "Goin' Ape". A banda esta tocando num bar, o franco-canadense "Saint Martyr des damnés", aparece 30 segundos da nossa musica "Day Of The Dead" e os caras maus aparecem pela primeira vez. Otimo filme de horror.


5) Como é a cena psycho/rockabilly em Montreal/Canadá? Existem mais bandas psychobillys?

F: Psychobilly é uma cena muito pequena por aqui. Pessoas vão aos shows do GD mas eles não se identificam necessariamente com a sub-cultura psychobilly. Deadcats, Creepshow, The Brains, Switchblades Valentine e Raygun Cowboys são boas bandas. Para o lado do rockabilly temos o Alley Dukes.


6) Ano passado voces fizeram uma tour na europa e tocaram em Calella. Como foi a aceitação dos psychos locais?

F: Essa tour foi demais! Nos conhecemos muitas pessoas e a recepção foi muito posivita no geral. E Calella é um dos festivais de psychobilly mais importantes. E nos realmente ficamos muito felizes ao tocar para uma plateia de psychobilly grande (o que não acontece por aqui) que parece que estava realmente gostando da nossa musica. Foi com certeza um dos pontos altos da tour!


7) Faça um comentario sobre os discos a seguir:

JT: Vamos la...

Nekromantix - Curse Of The Coffin: provavelmente o melhor deles...

Frantic Flintstones - Nightmare on Nervous: nós amamos esse album!

Godless Wicked Creeps - Victim of Science: fudido, mas preferimos o Hellcoholic

Meteors - Wrecking Crew: CLASSICO!!!

Mad Sin - God Save the Sin: Esse album é uma divisoria na carreira deles. Todos os albums depois desse são muito bem produzidos. Otimas musicas, otima gravação, talvez o melhor deles.

Tiger Army - Power of Moonlight: O início da queda...

Os Catalépticos - Little Bits of Insanity: Bom album. Algumas pessoas acham eles muito pesados, mas eles são muito bons no que fazem e como fazem.


8) Voces conhecem alguma coisa sobre a cena brasileira? Planos para tocar por aqui?

F: Nós não sabemos muito sobre a cena, exceto de um festival com DAG e Monster Klub como bandas principais. Conhecemos o Frenetic Trio, Freak Phantoms, a pouco tempo descobri Voodoo Stompers que eu gostei muito, e é logico Os Catalepticos. Nos ficariamos mais que felizes indo para o Brazil, mas não temos planos para agora. NOS CONVIDE!




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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

SWAMPY'S


Mais uma banda belga no blog. O Swampys foi formado em 1987 em Bruxelas, e é uma banda altamente recomendada pra quem curte um psycho mais rápido, no estilo Klingonz, Skrunch, Meantraitors e etc. Pode-se dizer que foram uma das primeiras bandas a acelerar o psychobilly clássico que predominava na cena até então.

Nunca tiveram agendas cheias e sua vida foi curta, de 87 até 90, fazendo shows bem esporádicos durante esse período.


O disco de estréia foi o EP Psycho Swamp, de 87, lançado pela própria banda. Possui quatro músicas, bem aceleradas e executadas pelo vocalista/baixista Jo Psycho. O lado B abre com uma das melhores covers de "Tainted Love" ja feitas, som que também foi lançado no próximo disco.


O segundo e último play até então foi lançado no ano seguinte. "Come Back To The Swamp" saiu pela Kix4U/Rockhouse e nunca foi lançado em CD, mas há previsão disso ocorrer com mais algumas faixas bônus + o ep. Todo mundo que tem o álbum em CD é, na verdade, um bootleg feito através do LP que, oficialmente, foi lançado apenas 1000 cópias.


Com doze faixas, o disco é uma continuidade do primeiro trabalho: veloz, agressivo e selvagem. Todas as faixas são destaques, mas podemos citar como exemplo "Pretty In Pink", "Cinderella", Tear It Up" e a minha preferida, "Rockhouse".

Além dos dois álbuns, o Swampys participou de algumas comletâneas, a mais famosa foi o terceiro volume da coletânea "Psycho Attack Over Europe".


Em 2007 foi anunciada a volta do Swampys com outro batera (o primeiro morreu a alguns anos) na primeira edição do festival belga "Old School Rockabilly Psychosis", mas acabou não rolando. Mas, felizmente, tocaram na terceira edição realizada esse ano, ao lado de grandes nomes do psychobilly mundial, como Guana Batz e Demented Are Go.

Swampys, vinte anos depois

Ficamos no aguardo se é uma volta definitiva ou apenas shows por diversão. Abaixo, link para três vídeos do show realizado esse ano:


Cinderella

El Ranchero

Home, Sweet Home


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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

HONEY HUSH


Como foi comentado neste post, o Honey Hush nada mais é que o pré-Archie. Ou seja, também holandês.

Parece que sob esse nome só lançaram esse mini LP de 6 faixas, pela Rockhouse, em 1983, que por sinal é um materia fudido. Rockabilly furioso flertando muito com Psycho old school que anos mais tarde caracterizaria o som do Archie.

Confira!




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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

THE RAPIDS


O Rapids é uma banda de rockabilly que se formou em 1981 com Lee Gocher (guitarra), Paul (que fez um baixo com um baú e um cabo de vassoura - tea-chest bass), Mark Rogerson (também guitarra) e Andy bateria.

Passaram muitas noites de sábado na casa dos pais do Mark fazendo um barulho horrível e irritando os vizinhos. O primeiro show veio logo, mas não tínham idéia do que fazer, então Jim Key se ofereceu para ajudá-los.

Mark não sabia tantos acordes ainda, então ele tirou as fotos, e o line-up ficou: Lee Gocher (Vocal/Guitarra), Jim Key (Guitarra), Paul Mitchell (rabecão) e Andy Mayne (bateria).


Porém não durou muito. Andy desistiu e Jim não podia continuar com os ensaios, então apresentou Spike Arrow à banda. Começaram a tocar com muito mais frequência, mas Terry não queria continuar na bateria, então Mick Giles entrou em seu lugar. Carlo Edwards do Blue Cats conseguiu um show para eles no The Rock Garden Covent Garden, abrindo pro Restless, que gostaram bastante da banda, então começaram a abrir os shows deles em toda região de Londres.

Logo gravaram "Scratch Chicken Scratch" pra coletânea Hell's Bent On Rockin'Spike Arrow da Nervous. Na mesma época, Boz Boorer gravou duas faixas, "One Kiss' e "Hi-Di-Hi" para a coletânea Dance To It da Lost Moment. O line-up desta gravação era: Lee Gocher (vocal e guitarra), Spike Arrow (guitarra), Mark Rogerson (guitarra), Paul Mitchell (baixo de pau) e Mick Wiles (bateria).


Roy Williams, dono da Nervous, ofereceu à banda um contrato pra gravar um disco, mas no começo da gravação Paul saiu da banda e Tony Farthing foi rapidamente convocado para o baixo. Antes do disco full, em 84 saia o ep The Raid, com quatro músicas.

No verão de 1985 gravaram o primeiro full lenght, Turningpoint, de doze faixas e também apareceram no segundo volume da coleta "Stompin' At The Klub Foot".

Spike saiu em 1986 e então foi substituído por Paul Gaskin e depois Ricky Gamble. A line-up do último show do Rapids durante os anos 80 era: Lee Gocher (vocal e guitarra), Mark Rogerson (guitarra), Danny Huckridge (baixo de pau) e Mick Wiles (bateria). Desde então, tocaram mais quatro vezes, no fim dos anos noventa, um vez na Inglaterra e as outras na Alemanha.


Em 2002, TurningPoint foi lançado em CD pela Crazy Love Records com mais três faixas bônus, as duas do lado A do Ep The Raid e a faixa "Scratch Chicken Scratch". É este que estamos disponibilizando pra download.

Já conversaram sobre tocar juntos novamente, mas os projetos atuais e o dia a dia não permitem que os estejam livres ao mesmo tempo. Lee agora toca com sua banda Sundowners, Spike estava no Rat Pack mas saiu em agosto de 2008, Mark acabou de entrar no Johnny & The Midnight Trio, Tony se mudou para Rockfield (EUA) e Danny toca baixo em estúdios e também tem uma banda, Grudgemonkey. Por fim, Mick é DJ e toca bateria em várias bandas.

Recentemente, montaram uma página no myspace e colocaram à disposição para ouvir algumas faixas de uma demo que eles gravaram no Tascam Porta Studio em 84 ou 85. As faixas "Hero" e " Highway Man" nunca foram lançadas. O único som dessa demo já tinha lançado posteriormente, é "Gamblin' Girl" que apareceu na coletânea "It Came From Hell Vol.3", lançada em 2000 pela Crazy love.


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