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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

ENTREVISTA - DEGOLADOS

O Fanfa foi viajar então vamos ficar sem downloads por um tempo... (eu já disso isso, só pra fixar mesmo)
Então estou entrevistando algumas bandas de psychobilly daqui!
Hoje é a vez do Degolados, banda de psychobilly marginal do ABC/SP.
O som do Degolados é um caso aparte, não existe banda de psychobilly igual, os shows são sempre uma surpresa (será que eles vão tocar sobrios hoje? o publico frequentemente se pergunta)!
Pra quem tá na duvida ainda e não conheceu o som dos caras é só falar das estatisticas, Degolados é uma das bandas com mais downloads aqui do blog!!! Na frente de muita banda gringa, portanto escutem! Voces não vão se arrepender (ou vão...)


Entrevista feita por Marcial com os membros da banda Mudinho (Ou simplesmente Muds) e Kz:




Entrevista feita por Marcial com os membros da banda Mudinho (Ou simplesmente Muds) e Kz:


1 - Como surgiu o Degolados? Quem é quem na banda? e as principais influencias?
Muds:
Desde sempre eu gosto de escrever letras de psychobilly. Daí, em uma ocasião em 2005(ou 2006), esse assunto caiu numa mesa de bar e decidimos montar uma banda. A primeira formação do Degolados foi eu no vocal e o João fazendo os arranjos no violão mesmo. Após umas musicas arranjadas, fizemos algumas propagandas e recrutamos mais dois caras para fechar essa primeira formação: Marcial no baixo e Jelly na bateria. Fizemos alguns ensaios, tivemos alguns problemas nesses ensaios e o som não estava batendo, tava muito ruim (mais ainda do que é, acreditem!).
Nisso a banda acabou sem ter feito nenhum show e ficou no gelo por algum tempo até que teve um evento no Lady Hell chamado Voodoo Summer no inicio de 2008 (ou final de 2007). O cara que tava organizando (Shocker) queria porque queria que revivessemos os Degolados. Fechamos uma formação imaginária que mudou umas 6x só na fila do lugar. O show, sem ensaio nenhum, lógico que foi uma catastrofe.

KZ: Mesmo assim eu propus ao Mudinho e Bing para tentar levar a banda pra frente, com o propósito de entrar de graça nas baladas e em troca de cerveja, então recrutamos o atraso de vida Sikk para o baixo.

Muds: No nosso primeiro ensaio da "nova fase" tiramos Rainha da Esbórnia em uns 10 minutos, que é basicamente a mesma versão que gravamos e tocamos até hoje. Penso que esse entusiasmo inicial que nos animou a seguir "sério" mesmo a banda. Quanto às influencias todos tem seus gostos particulares e carrega pra banda, mas em termos de sonoridade e letras, o Degolados teve bastante pitadas de Kães Vadius, Ovos Presley, Coffin Nails e Meteors.


2 - Como podemos classificar o som de vocês?
KZ: Desde nosso primeiro ensaio procuramos fazer um som para nos do nosso jeito, sem procurar agradar ninguém e nem se basear em outras bandas, acho que por isso não nos parecemos com nenhuma banda existente! Utilizamos a sujeira do punk, guitarras limpas, cérebros embriagados e a influencia mágica da rua Augusta como “inspiração”, mas nunca saindo do psychobilly, que é o que tocamos.

Muds: Nosso foco sempre foi tentar dosar a raiz do rockabilly no nosso som, para manter a essencia do psychobilly e não ficar apenas com a parte punk. Com o baixo elétrico essa missão fica ainda mais difícil, mas o Bing tem conseguido passar um pouco dessa pegada “billy” pro som, mas ainda queremos fazer essa mistura ficar ainda mais homogenia. Já nossas musicas tem bastante pegada, com letras com temas bem sangrentos e noiados e refrões que impregnam na cabeça (essa é uma vantagem de cantar em português).

3 - Os 4 sons gravados e divulgados no myspace da banda foram muito bem recebidos, e é um dos álbuns mais baixados do blog, contem mais sobre a gravação!
Kz: Após bastante shows resolvemos gravar 4 musicas apenas para ter uma noção do que estávamos fazendo e tal. Então entramos em contato com o Joe (Bad Luck Gamblers) que tem o estúdio Hot Jail. E o Sikk como de costume teve um atraso de 2 horas, emprestou o baixo para um amigo que sumiu. Fizemos uma gravação semi ao vivo regada a cerveja e Contini com Soda. As 4 musicas foram gravadas e mixadas em 4 horas apenas. O resultado surpreendeu nos mesmos, tanto que resolvemos disponibilizar as musicas no Myspace, e então a declaramos como nossa primeira demo. O nome “Na Saude no Arrasto” surgiu quando estávamos na estação Saúde em um bar esperando o Sikk (pra variar) e acabamos enchendo a cara. Todas as letras são do Mudinho e os riffs e melodias com o Bing, eu e Sikk apenas damos sugestões, desnecessárias é lógico...


4 - Nesses quase 2 anos de banda, o que mudou? Vocês aprenderam a tocar melhor?
Kz:
Não mudamos praticamente nada, senão deixaremos de ser Os Degolados! ahaha Bom, procuramos aumentar o numero de ensaios para compor musicas novas e errar menos apenas, mas é difícil arranjar um horário em comum para todos, por causa do trabalho, estudo etc. Mas o pessoal anda reclamando menos e ate nos elogiando acho que isso significa uma melhora!

Muds: Ah, eu acho sim que melhoramos muito (piorar seria impossível). Isso você sente tanto nos comentários dos amigos quanto em auto-crítica. Apesar dos poucos ensaios e muitas loucuras, nossas musicas até que estão redondas. Acho que evoluimos bastante com banda, somos Os Degolados, nós quatro, acho que um completa (ou escora) o outro. Andamos recebendo ótimos elogios, inclusive do Hulkabilly e do Milton Monstro, dois dinossauros do role. Fora os camaradas que cantam junto e falam que tão curtindo. Pra gente, isso basta, afinal esses mesmos caras nos humilhavam publicamente! Haha. E o que mais importa, curtimos o som que fazemos (sim, temos mal gosto!).



5 – O que o futuro aguarda para os Degolados?
Kz:
Bom, para 2010 queremos continuar tocando bastante e chocando o publico. Talvez role um split com algumas bandas "aliadas" e gravemos mais duas musicas para divulgação. Também já esta a caminho camisetas da banda, em breve na loja Santa Madre do Andre (LadyHell) la na Galeria do Rock.

Muds: Vamos ver o que rola, nunca planejamos as coisas com muita antecedencia, deixamos rolar. Quem sabe não aparece um clipe, um CD, um convite da playboy pro Kz.... Nunca se sabe, hehe.
Degolados: Obrigado Marcial e BastardSongs! Avante Degolaticos!


Bom! e esses são os Degolados!
contato para show no myspace dos caras!
http://www.myspace.com/degolados

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

GUTTER DEMONS


AEEEE, voltei! Eu não posto sempre mas meus posts são sempre legais, modéstia a parte! Hoje vou postar uma entrevista muito legal que eu tinha feito pro nosso zine impresso, o Zorch Nº2, com os canadenses do Gutter Demons, os mesmos que muitos psycho-mala-billy TRUE 80's torcem o nariz por ser uma banda um pouco mais pesada que o normal. Bom, dúvido que se eles fossem uma banda da década de 90, tal como Godless e Nekromantix iam torcer tanto o nariz e fazer tanta manha pra ouvir a banda, visto que a maioria dos que falam mal nunca ouviram, por ser uma banda pós anos 2000, sendo isso uma ofensa ao psychobilly true classic de conservatório dos anos 80.


Uma vez o Defunto Negão, que colabora volta e meia aqui, e tambem no kidsofthe80, no auge da sua jihad psychobilistica disse que as bandas atuais são algo como "sátiras" das bandas da decada de 80 por não seguirem a risca aquilo criado pelo Meteors. Fato é que existem muitas bandas terríveis atuais e o auge da criatividade do psychobilly foram os anos 80, mas ignorar tudo que foi criado após isso é sinônimo de idiotice.

É dificil manter a "pureza" em um estilo que é um hibrido de dois estilos, voce pode pender tanto mais pro lado billy quanto para o lado punk, sem exagerar em qualquer um dos lados.


Os caras do Gutter Demons são originais no que fazem, não soam parecido com nenhuma banda de psychobilly que eu conheço e merecem uma escutada com atenção, as letras são bem legais e as melodias contagiantes, recomendo para quem curte mais punk/vocal rasgado e afins.

A entrevista foi feita em 2007, por isso ta meio desatualizada, a banda terminou no ano passado (2008), segundo os caras da banda o vocalista Johnny Toxik não tinha mais interesse...

Bom, fica o registro! enjoy! ;D


1) Quem é quem no Gutter Demons? Quando e como voces começaram a tocar juntos?

Johnny Toxik: guitarra & voz
Flipper: baixo acustico
Custom Pat: bateria

Nos todos ja tocamos em varias bandas de rockabilly e punk antes do Gutter Demons.Na epoca estavamos tocando juntos numa banda de neo-rockabilly com vocal feminino chamado Rosekill. Nós 3 montamos o Gutter Demons como um projeto paralelo ao Rosekill, depois do 1º show do Gutter Demons resolvemos acabar com o Rosekill.


2) GD soa diferente de qualquer outra banda atual, uma mistura entre psychobilly 80's com o psycho/punk atual. De onde vem um som tão unico? Quais as principais influencias?

Johnny Toxik: é dificil dizer, acho que apenas acontece desse jeito. Nos escutamos diferentes estilos de musica, não só psycho/rockabilly, e isso influencia nossa som. Eu acho que isso é importante poque não queremos reproduzir o que já foi feito por outras bandas.

Flipper: Eu tenho mais influencias rockabilly do que punk, e eu acho importante manter o "billy" como influencia, oque falta um pouco nas bandas de hoje em dia. O psychobilly dos anos 80 é nossa maior influencia, mas preferimos manter nossa propria identidade.


3) Vejo que voces tem muita influencia de filmes de horror nas letras, e já que o Zorch Zine fala sobre filmes e quadrinhos nos fale quais são seus filmes e quadrinhos preferidos, e quais influenciaram algumas musicas? (Eu reconheci o começo da Psycho-Rama do filme "Pieces", no Brasil conhecido como Terror da Serra Eletrica!)

JT: Eu não tenho um filme ou quadrinho preferido, mas eu gosto muito de Pieces. Usar o horror numa letra de musica é mais para criar uma atmosfera e fazer a pessoa se sentir desconfortavel, não como colocar palavras legais juntas. É contar uma historia ou significar algo que deixe voce com algumas questões na cabeça. O medo vem de coisas que voce não entende.

F: Nenhum filme necessariamente, mas sim o estilo que mais nos influencia. Pra mim "Hill Have Eyes" sempre foi meu favorido. E não quero parecer um paga pau mas eu gosto muito dos filmes do Zé do Caixão. Spawn e Wolverine são quadrinhos bem legais.


4) Eu soube que voces participaram de um filme, fale mais sobre isso!

F: Nós aparecemos num filme B chamado "Goin' Ape". A banda esta tocando num bar, o franco-canadense "Saint Martyr des damnés", aparece 30 segundos da nossa musica "Day Of The Dead" e os caras maus aparecem pela primeira vez. Otimo filme de horror.


5) Como é a cena psycho/rockabilly em Montreal/Canadá? Existem mais bandas psychobillys?

F: Psychobilly é uma cena muito pequena por aqui. Pessoas vão aos shows do GD mas eles não se identificam necessariamente com a sub-cultura psychobilly. Deadcats, Creepshow, The Brains, Switchblades Valentine e Raygun Cowboys são boas bandas. Para o lado do rockabilly temos o Alley Dukes.


6) Ano passado voces fizeram uma tour na europa e tocaram em Calella. Como foi a aceitação dos psychos locais?

F: Essa tour foi demais! Nos conhecemos muitas pessoas e a recepção foi muito posivita no geral. E Calella é um dos festivais de psychobilly mais importantes. E nos realmente ficamos muito felizes ao tocar para uma plateia de psychobilly grande (o que não acontece por aqui) que parece que estava realmente gostando da nossa musica. Foi com certeza um dos pontos altos da tour!


7) Faça um comentario sobre os discos a seguir:

JT: Vamos la...

Nekromantix - Curse Of The Coffin: provavelmente o melhor deles...

Frantic Flintstones - Nightmare on Nervous: nós amamos esse album!

Godless Wicked Creeps - Victim of Science: fudido, mas preferimos o Hellcoholic

Meteors - Wrecking Crew: CLASSICO!!!

Mad Sin - God Save the Sin: Esse album é uma divisoria na carreira deles. Todos os albums depois desse são muito bem produzidos. Otimas musicas, otima gravação, talvez o melhor deles.

Tiger Army - Power of Moonlight: O início da queda...

Os Catalépticos - Little Bits of Insanity: Bom album. Algumas pessoas acham eles muito pesados, mas eles são muito bons no que fazem e como fazem.


8) Voces conhecem alguma coisa sobre a cena brasileira? Planos para tocar por aqui?

F: Nós não sabemos muito sobre a cena, exceto de um festival com DAG e Monster Klub como bandas principais. Conhecemos o Frenetic Trio, Freak Phantoms, a pouco tempo descobri Voodoo Stompers que eu gostei muito, e é logico Os Catalepticos. Nos ficariamos mais que felizes indo para o Brazil, mas não temos planos para agora. NOS CONVIDE!




Download dos discos

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

GUANA BATZ: Entrevista


Agora vai um post bem rápido.

O site alemão PitExplorer recentemente colocou à disposição um vídeo entrevistando o vocal e fundador do Guana Batz, Pip.

A entrevista, em ingês, pode ser conferida clicando aqui.

Vídeo muito interessante na qual Pip fala entre outras coisas, sobre um novo álbum, a dificuldade de manter uma banda com os integrantes morando em países diferentes e sobre tocar em outros lugares, como a Alemanha.

Ah, e um post completo com biografia e todos os discos do Guana pra download está por vir 2:)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

QUAKES: Entrevista + Discografia

Entrevista exclusiva feita pelo nosso amigo Márcio (AlternarZine e guitarrista do New City Rockers) por e-mail com Paul Roman, vocal do Quakes, pro nosso antigo fanzine ZORCH! em 2007.


1 - Pergunta clássica: quando e qual foi sua inspiração para formar o Quakes?

Eu formei o Quakes no outono de 1986, depois de duas viagens fracassadas à Londres, na tentativa de formar uma banda rockabilly. Eu tive outras bandas antes do Quakes, em Buffalo, Nova York. Influenciado pelo Stray Cats, Polecats e o Rockats, o qual eu vi na MTV.


2 - Acredito que não havia uma cena americana naquela época. Por isso vocês foram à Inglaterra?

Sim. Como eu disse antes, eu havia ido para lá duas vezes, por conta própria, para formar uma banda. Eu sabia que havia uma cena lá porque foi lá para onde foram os Stray Cats e tal. Das duas primeiras vezes que estive lá, eu estava interessado em fazer uma banda rockabilly. Eu não estava muito familiarizado com o psychobilly.


3 - E como era ser a única banda americana na cena psychobilly européia?

Era ótimo! Eu achava que éramos um pouco diferentes.


4 - Como você entrou em contato com a Nervous Records?

Nós mandamos nossas demos.


5 - O primeiro álbum da banda era pesado e agressivo, contra os padrões daquela época. Você acha que tenha criado uma nova maneira de se tocar psychobilly? A que vocês ouviam?

Eram duas coisas: a nossa frustração e a nossa angústia, e também havia uma certa “competição do mijo” rolando dentro de algumas bandas, para ver quem tocava mais rápido. Olhando para trás, eu vejo agora o quão ridículo isso era e espero que algumas das novas bandas não caiam nessa mesma armadilha.


6 - Por que a referência ao Stray Cats na capa do álbum? O que eles acharam disso?

Nós achávamos ser como eles, no sentido de termos tido que ir à Inglaterra para sermos notados. Foi um truque que funcionou bem para nós. È claro que mesmo ainda tocando psychobilly, nós tínhamos pesada influência do Stray Cats.
Eles viram o álbum em 1990 quando vieram a Londres pela “Blast Off Tour”. Eles se contactaram com a Nervous Records e eu tive que ir ao show, encontra-los .


7 - Na letra de “Your Are The Scene” você fala sobre bandas como o Demented Are Go, Frenzy, Restless... Eram essas as bandas das quais você mais gostava? Havia amizade entre as bandas?

Essas eram algumas das grandes bandas da época na qual nós estávamos ainda surgindo, então éramos meio que invisíveis. Mas é, aqueles caras são todos legais, nós fizemos muitos shows com eles nos últimos 20 anos.



8 - Vocês algumas vez tocaram no Klub Foot? Como era a atmosfera nos shows na Europa daquela época?

Sim, nós tocamos! Tem fotos de lá no nosso site: www.thequakes.com
Os públicos era gigantes naqueles tempos e a galera curtia de verdade. Existiam vários fanzines fazendo entrevistas, e eram tempos bem inocentos para nós porque éramos desconhecidos.


9 - O som do “Voice Of America” é bem diferente do som dos outros álbuns, e depois disso vocês nunca gravaram algo tão agressivo quanto o primeiro. Vocês têm muitos fãs, mas há muitas pessoas que só gostam do primeiro álbum, o que você acha disso?

A banda era formada por pessoas diferentes, e nós estávamos progredindo como músicos. A gente nunca quis fazer o mesmo álbum 10 vezes, como fizeram algumas bandas psychobilly. Há pessoas que só gostam do primeiro disco do Quakes, mas há ainda mais gente que gosta das nossas coisas mais novas. Nós tocamos várias das nossas músicas antigas nos shows. Poderia facilmente escrever sons iguais aos do primeiro álbum do Quakes, mas isso não me interessa. Eu não me sinto mais daquele jeito, foi apenas um momento no tempo pra nós. Tenho certeza de que tem muita gente que só gosta do começo dos Beatles, ou do começo do Clash e assim por diante... Mas, se eu fosse um pintor, acho que seria muito entediante pintar o mesmo quadro usando as mesmas cores o tempo todo... Entende? =]


10 - Você gravou alguns covers bem incomuns, como Depeche Mode e Echo and The Bunnymen. De que outras bandas você gosta dessa mesma época?

Bem, nós crescemos nos anos 80, então pra mim, não é muito diferente de Johnny Burnette fazendo cover de “Train Kept Rollin” do Tiny Bradshaws. Isso era o que eles ouviam na rádio e deram um toque rockabilly. Não é nada diferente do que nós fizemos com aqueles músicas da década de 80. Rockabilly e psychobilly são SONS, eu posso pegar qualquer música e transforma-La numa música rockabilly ou psychobilly, o truque é escolher as que funcionem e que não fiquem forçadas.


11 - O som do psychobilly mudou muito desde os anos 90 até hoje. Muitos criticam isso, dizendo que o psychobilly está perdendo suas raízes. Você concorda com isso? Ou você acha que essas mudanças são necessárias para as coisas não se prenderem ao tempo?

Para ser psychobilly, tem de haver algum “Billy”, e eu não consigo notar isso em várias bandas novas. Alguns desses caras são mais influenciados por Misfits do que por Gene Vincent. Todas as bandas psychobilly da Europa dos anos 80 tinham nítidas influências do rockabilly. Eu compreendo que as coisas mudam e tal, mas não dá pra ser psychobilly sem rockabilly. =]


12 - Quais são as bandas que lhe tomaram a atenção nesses últimos anos?

O 7 Shot Screamers, Brigitte Handley, Hellbilly Club. Tem várias bandas que são legais, mas você tem de olhar, olhar por debaixo da superfície de qualquer cena para achar as bandas realmente boas.


13 - E o crescimento da cena americana? Por que esses garotos começaram a se interessar por psychobilly tão de repente? Tem algo a ver com a Hellcat Records e suas bandas?

Sim, tem tudo a ver com a Hellcat/Epitaph. Elas são grandes gravadores e têm muito poder. Antes da Hellcat, ninguém sabia o que era psychobilly.


14 - Rob Peltier gravou o primeiro álbum do Tiger Army, e o Nick 13 está sempre dizendo que o Quakes é uma de suas bandas preferidas. Como é sua relação com ele?

Se o Nick gosta do Quakes, eu fico orgulhoso disso, porque acho ele um ótimo compositor e o TA tem muito sucesso. Eu geralmente saio com eles, quando vêm à Phoenix.


15 - Você ainda mantém contato com Rob Peltier?

Infelizmente, não.


16 - Hora para curiosidades. È verdade que você tocou guitarra no Demented Are Go durante uma tour deles pelos EUA?

Na verdade, foi na Inglaterra em 1989. O guitarrista deles teve que sair da banda, e eles tinham uma turnê agendada, então eu toquei naquela turnê.


17 - Ouvi falar que o primeiro baterista do Quakes teria morrido em um acidente de carro em Londres, é verdade?

Dave “the Ace” Hoy foi atingido e morto por um carro em Buffalo, Nova York, algumas semana antes de seu décimo oitavo aniversário.


18 - Quem é o Quakes hoje em dia? Quem são os integrantes, selo...?

Eu tenho meu próprio selo, a Orrexx Records. Os membros da minha banda mudam o tempo todo. É difícil achar caras que têm tempo para fazer turnê por pouco ou nenhum dinheiro. =]


19 - Bem, é isso aí, muito obrigado pela entrevista! Sinta-se livre para adicionar qualquer comentário!

Eu gostaria de agradecer à vocês! São pessoas como vocês que mantêm a cena acontecendo!
Sempre se imponha!
www.thequakes.com
www.myspace.com/thequakes





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terça-feira, 28 de julho de 2009

MEANTRAITORS - Entrevista + Discografia


Entrevista de 2007 com Stas Bogorad, vocal do Meantraitors.

1 - Quando o Meantraitors começou? Quais foram suas principais influencias? Quem é quem na banda atualmente?

Eu comecei a banda em 1988, influenciado pelo Meteors, Krewmen, Batmobile e Swampys.
Eu (Stas) sou o unico membro oginal (Vocal guitarra)
Misha Duboff (Baixo)
Marc (Bateria)



2 - Havia uma cena na Russia quando voces começaram?

Quando nós começamos nós fizemos a cena. Nós fomos a primeira, não só Russa, mas em todo o leste europeu.



3 - Voces tiveram duas fases bem distintas, uma com baixo acustico e com baixo eletrico. Qual a razão dessa mudança?

Como todos lembram, nós tinhamos provavelmente o melhor baixista do mundo, quando ele decidiu sair eu simplesmente não queria pegar alguem pior. então eu quis mudar a coisa toda e sou muito orgulhoso disso, foi dificil mas foi o unico passo correto para a minha banda. Baixo acústico estreita suas possibilidades de ritmo e som. Nós somos felizes sendo diferentes dessas incontáveis bandas com baixo acustico.


4 - Existe um mito sobre a banda, que fala que o baixo do disco Titanic Music é acelerado em estúdio. (é realmente muito rápido!!!) Oque voce tem a dizer sobre isso?

Isso é besteira, tudo que voce escuta é original.



5 - Vocês costumam tocar juntos com o Exploited sempre que eles vão para a Russia, e até mesmo há uma foto de voce e Wattie (vocal do Exploited) no encarte do disco Guts for Sale, voces são amigos deles? Gostam desse tipo de som?

Sim, somos amigos de verdade e tocamos muitas vezes juntos. Eles gostam da nossa musica e nós gostamos da músicas deles, e nos divertimos muito quando tocamos juntos. Pra mim o Exploited é a melhor banda de punk rock. Eu nunca gostei de Misfits ou Ramones. Eu prefiro boas bandas punks que 99% dessa merda psycho... minha opnião pessoal.



6 - Oque voce tem escutado atualmente então?

Bandas novas de psychobilly não me impressionam muito. Slipknot, Terror e Exploited são as bandas que eu escuto mais. Nosso ultimo disco HEAVY BOOGIE eu escuto praticamente todo dia! (risos)


7 - E como está a cena russa atualmente?

A cena não é muito grande, Bomber e Hellstompers são boas bandas.



8 - E quanto ao Brasil? Voces conhecem alguma banda daqui?

Eu não estou muito impressionado com todas essas bandas novas, não importa se sejam do Brasil ou não. Essas bandas apenas gostam da palavra psychobilly e a usam em qualquer lugar, mas a música em sua maioria é igual,



9 - Muito obrigado pela entrevista! Alguma mensagem final?

Obrigado pelo seu interesse, nós adorariamos tocar no Brasil, comprem nosso último album, é muito bom, podem confiar! (risos)

Voces podem escrever para

wreck@meantraitors.de ou visitem nosso myspace!
http://www.myspace.com/meantraitorsofficialpage



Download dos discos

segunda-feira, 27 de julho de 2009

SKRUNCH - Entrevista + Discografia


Pra começar o blog, segue uma entrevista feita com Steven, baterista do Skrunch, pro zine ZORCH!, em meados de 2007. Logo abaixo, links pra download dos dois únicos albuns da banda.

1) Como foi o início do Skrunch e qual foi o seu primeiro contato com o Psychobilly e influências. 

Se iniciou quando o Rockabilly e o Psycho eram populares na Holanda por volta de 85. Daniel (guitarra) era mais fã de Rockabilly e Patrick (baixo) e eu éramos mais fãs de Psychobilly como The Cramps, King Kurt, Guana Batz, etc...Eu não sei dos outros membros da banda, mas minhas influências eram ska, punk, metal e garage rock antigo. Em Amsterdã, havia um bar chamado Maloe Melo (ainda está lá), aonde muitos rockabillies e psychos frequentavam e onde todos tipos de bandas tocavam. Especialmente rockabilly. A primeira vez que eu vi Batmobile, eu fiquei impressionado. Era rápido, louco e tinha uma contra baixo acústico! Com toda a testosterona em mim, aquilo era a música que eu precisava. Haviam muitos festivais psychos na europa e especialmente na Alemanha, então você podia ir ver várias bandas todas as semanas se você quisesse. Banda da Inglaterra como Guana Batz, Frenzy, Torment, Krewmen, Demented Are Go, Coffin Nails, Long Tall Texans, dos EUA havia apenas o The Quakes, na Holanda havia o Rockatz, Lunatics, Batmobile, Bang Bang Bazooka, etc...


2) Como era a cena na Holanda no final dos anos 80 e como era a relação entre as bandas?

Eu acho que as bandas eram amigas, mas é claro que havia ódio, ciúmes e inveja, mas todo mundo podia se dar bem. Esse sempre foi um estilo de música agressivo e é claro que haviam idiotas como a Wrecking Crew na Alemanha que batia em todo mundo que era menor e visuais diferentes dos psychos. Mas no mainstream era se divertir, muita bebida, dança e fazer música.


3) Nos conte sobre o processo criativo e detalhes sobre os dois álbuns do Skrunch, Smelly Sally e The Skrunch.

Daniel e Patrick escreviam as músicas e eu apenas as tocava (eu nunca havia tocado bateria antes e você pode ouvir isso). Não havia realmente um processo criativo especial. Nós ensaiávamos a cada duas semanas e tocávamos todo mês durante 4 anos. Havia um cara que tinha uma gravadora (Tombstone) e nos ofereceu um pequeno contrato de gravação. Nós não tiramos muito dinheiro disso mas eu havia ouvido que ele tinha feito o mesmo o todas as bandas. Nós gravamos os dois álbuns em 2 dias e nós não achamos que eles são tão bons, mas nós ficamos felizes com eles.


4) Quando e por que vocês se separaram?

Nós nos separamos porque não conseguíamos nos dar bem mais e eu estava por dentro de música mais rápido e mais alto. Nos separamos em 1990 e fizemos um último show que foi terrível porque nós contamos ao guitarrista depois do show que nós queríamos nos separar e que aquele era o nosso último show. Ele ficou em choque.


5) Quais são seus projetos atuais?

Eu não tenho contato com Patrick que se tornou um doutor e teve suas tatuagens cirurgicamente removidas. Há alguns anos atrás eu encontrei Daniel (guitarra) novamente e nós dois tivemos um ensaio. Foi legal e nós mudamos, mas não era realmente o que eu procurava. Eu tenho tocado há 7 anos numa banda punk chamada Human Alerta (confira www.humanalert.com) e agora eu acabei de começar a tocar numa banda ao estilo de Nashville Pussy. Sem mais psycho ou rockabilly pra mim, mas eu ainda gosto de ouvir King Kurt e The Cramps.


6) Qual é a diferença da cena européia no final dos anos 80 pra cena atual?

Eu não tenho mais ido muito em shows psycho, mas pra mim parece que nada mudou, exceto que há menos psychos agora. Agora tá mais pra uma mistura de tudo. Se você escutar bandas americanas como Legendary Shack Shackers, você pode notar que eles se desenvolveram e têm mais influências do que antes. Os Psychos de hoje em dia gostam mais da mistura de ska, psycho e punk e existem muitas bandas que tocam esse "gênero".


7) Pra terminar, você quer deixar uma mensagem aos fãs de Skrunch?

Eu não quero deixar uma mensagem aos fãs de Skrunch porque eu não consigo acreditar que ainda haja fãs de Skrunch. Mas se eles estiverem por aí: apenas faça o que você quiser fazer, seja criativo e não deixe a música convencional tomar conta de você. Ou algo clicê como: keep on wrecking in a free world!





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