Como foi comentado neste post, o Honey Hush nada mais é que o pré-Archie. Ou seja, também holandês.
Parece que sob esse nome só lançaram esse mini LP de 6 faixas, pela Rockhouse, em 1983, que por sinal é um materia fudido. Rockabilly furioso flertando muito com Psycho old school que anos mais tarde caracterizaria o som do Archie.
Alguem falou "psychobilly obscuro da década de 80" aí? Bom, depois de mostrar que existia sim psychobilly bom na década de 90 nada mais justo que voltar a postar algumas obscuridades! E bota obscuro nisso, nem um play full eles tem!
A Holanda e Alemanha na decada de 80 estavam borbulhando de bandas boas, e em sua infinidade de bandas o Tranquilizers é uma das mais esquecidas.
Formado em 84 por Johnny Red (baixo) e Paranoid Eddie (guitarra e vocais) gravaram apenas um EP de 4 músicas chamado Paranoia, sendo que 2 das musicas eram próprias e 2 eram versões (Long Blond Hair, Born to Love One Woman).
Johnny Red, ou Jan Van Hal, morava na Holanda e Paranoid Eddie, ou Martin, viviane em Cologne - Alemanha, a banda foi formada depois de uma viagem de Martin para a Holanda, os dois já eram amigos e juntos fizeram algumas apresentações ao vivo, a banda não tinha nome nem musicas proprias até então.
Depois, foi a vez de Johnny Red ir até a Alemanha, lá Martin lhe apresentou um baterista chamado Michael, eles tinham a ideia de uma musica chamada Paranoia e estavam tentando montar uma banda mas as coisas não funcionavam bem. Até que Johnny Red apresentou a Martin um amigo chamado Hans, foram algo como dois ensaios e a Rockhouse (gravadora holandesa que estava lançando diversas bandas de psychobilly) entrou em contato para a gravação de um EP, ao que consta Johnny Red já conhecia pessoas da gravadora e falou sobre a banda. Eles só haviam tocado pouquissimas vezes juntos e gravaram as unicas duas musicas proprias que tinham (Paranoia e Destroyed Illusions), escolheram mais duas versões e após uma noite de bebedeira veio o nome, Tranquillizers!
O Tranquillizers conseguiu participar da mais importante coletânea
de psychobilly da época com suas duas musicas!
O EP foi lançado pouco depois, em 85, vieram alguns shows, e a banda acabou logo depois, segundo o proprio Johnny Red ele não tinha como levar a banda com alguem que morava em outro país. Não muito depois do lançamento tambem veio a coletânea (uma das melhores de psychobilly feitas até hoje, com bandas como Stringbeans, Batmobile, Frenzy, Wampas, entre outras....) Psycho Attack Over Europe que constava com as duas músicas proprias da banda. Após o termino Johnny Red e Hans chegaram a tocar numa banda de neo-rockabilly chamado Rocky Road.
O Tranquillizers nem de longe é uma banda obrigatória, mas é mais um pedaço da historia do psychobilly e é altamente recomendado pra todos aqueles que buscam bandas obscuras!
Curiosidade do video: Alguem notou um rapaz loiro agitando de fundo e cantando a Born To Love One Woman? É o Steve Whitehouse, baixista/vocalista do Frenzy!!
A Holanda em meados da década de 80 era uma potência do Psychobilly. Pegando carona nas cenas da Inglattera e Alemanha, o país revelou também uma ótima safra de bandas na época. E uma delas foi o Scam, formando por Mars, Marc e Wim em 1985, na cidade de Rotterdam. Após quase dois anos tocando, participaram em 87 na coletânea "Alle 13 Onbekend" e gravaram uma demo.
Tocando na rua antes de lançaram o primeiro disco
Com o nome da banda repercurtindo bastante, logo chamaram atenção de Johnny e Eddie, da Count Orklok Records, que lhes renderam um convite para gravarem o primeiro disco.
Show em Rotterdam antes do lançamento de "Gamblin Fever"
"Gamblin' Fever" foi gravado em outubro de 1988. Foi bem aceito pelo público, o que os levou a tocar em vários grandes shows na época, tocando em festivais como Rockhouse Psychobilly Meeting e Night Of The Long Knives além de performances ao vivo em rádios nacionais.
Passagem de som durante o 3º Psycho Festival em Gent, Bélgica
Não tendo material o suficiente para um novo álbum, eles decidiram regravar velhos sons da primeira demo juntas com algumas covers. O mini álbum, intitulado “Infant Years”, foi lançado pela Tombstone Records em 1989.
Fotos de um show da banda em Tivoli, Itália
Após shows em diversos países e participações em várias coletâneas, inclusive Psycho Attack Over Europe, partiram para o terceiro disco. "A Milliam Dollar Scam" saiu em 1991, via Rockhouse Records/Kix4U. Com quatorze faixas, pode-se dizer que é o menos criativo da carreira do grupo, porém tem suas qualidades próprias. Anos depois foi relançado em CD com mais 4 faixas extras, com participação especial de mais um vocalista, Frank Kok.
Foto promocional para "Millian Dollar Scam"
Scam e Cactus Cowboys
Após mais dois anos tocando incessavelmente, resolveram parar em 1993. Nos anos que se passaram, tocaram juntos em bandas garage de blues, Mars tocou com o The Penguin e formou o 69Beavershot, no qual ele passou a tocar o baixo acústico, até os dias de hoje.
Em 2005, seguindo a onda de bandas antigas voltarem, resolveram fazer o mesmo. Tocaram em várias cidades da Holanda e até em festivais grandes, e atualmente estão compondo para um disco novo, novamente com Marc na bateria (agora no 69Beavershot, Triple Dynamite, Bang bBng Bazooka), Mars vocal e baixo(as mesmas que Marc toca, menos BBB) e Wim na batera (Powerdog).
Show da banda após 12 anos sem tocar
Como podemos perceber, na Holanda há uma grande mistura da bandas, principalmente entre os integrantes, onde há semelhança entre Batmobile, Scam, Bang Bang Bazooka (logo logo post deles aqui), Triple Dynamite, Penguin, 69Beavershot entre outros. Baixe os discos do Scam, essencial pra quem curte psychobilly com um pé no neo-rockabilly. Destaque principal para o primeiro álbum.
O Archie é uma das melhores bandas psychobilly da Holanda. A história dessa quarteto de Rotterdam começou nos anos 80, quando Krin, Buzz e Ben formaram o Honey Hush, banda com uma proposta neo-rockabilly. Com vontade de fazer um som mais atual, eles trocaram de baixista e formaram o Archie em no final de 84.
Depois de algum tempo de turnês e de tocarem em alguns festivais na Europa, conseguiram lançar seu único disco pelo selo KIX4You, em 1986. O play é bem produzido, com um instrumental sólido e letras bem sacadas. Ainda com um pé no neo-rockabilly, o álbum conseguiu capturar bem o psychobilly oldschool do final dos anos 80 e o momento pelo qual a cena holandesa passava, com uma explosão de bandas boas.
Quando ainda eram Honey Hush
Com o sucesso do disco, conseguiram sair na lendária coletânea Psycho Attack Over Europe e alguns anos mais tarde na coletânea Go Psycho, que contém somente bandas holandesas (Batmobile, Sons Of The Yomping Cochroaches e Es-Feiv).
Provando que ainda têm reconhecimento na cena psycho mundial, tiveram seu álbum relançado em cd em 1998 pela gravadora Rockhouse.
O Rockats (não confundir com a homônima americana de neo-rockabilly), é uma banda de psychobilly formada em Amsterdã, no final de 1987, por Martijn Spanteren (guitarra e vocal), Arjan de Witt (baixo), Jottum (bateria).
Em maio do ano seguinte já lançaram seu primeiro álbum, “The First Take Off”, via Tombstone Records. É um play interessante,, mas o som em geral é um pouco "imaturo" e cru.
No ano seguinte Jottum deixou a banda para a entrada de Remko e prontamente soltaram outro disco, “Keep On Turning”, também pela Tombstone.
Após três anos tocando em vários shows, principalmente no país de origem e nos vizinhos, em 92 lançaram seu terceiro e último álbum, “The Last Crusade”, mostrando uma ligeira mudança no som, com melodias mais agressivas e a guitarra flertando com o hard rock.
Após o término, não se sabe o que os integrantes fizeram, exceto Remko, que passou a tocar no Asmodeus.
Os holandeses do Es-Feiv foram originalmente uma banda punk formada por Patrick e mais três amigos, Paul (baixo), Dirk (vocal) e Henk (bateria). Quando Henk decidiu sair em 1982, foi praticamente o final da banda. Era difícil encontrar um novo baterista, então Paul decidiu assumir a bateria, e Jeroen, com 13 anos na época, entrou para tocar baixo elétrico.
Após dezenas de shows em menos dois anos, a banda finalmente decidiu terminar. Todos os integrantes do Es-Feiv tocaram em outras bandas, mas todas perderam a sua energia no palco. Em 1986, eles se uniram para fazer uma turnê em tributo aos Ramones, uma das principais influências dos caras.
Então Paul decidiu fazer outra coisa e pela segunda vez saiu da banda, em 1987. Aparentemente foi mais um fim para o Es-Feiv... não exatamente. Em 1988 Patrick e Jeroen convidaram Dennis para tocar bateria. A cena estava fervilhando, com centenas de bandas novas e apreciadores do estilo. Jeroen trocou o baixo elétrico por um acústico e Patrick mudou de Telecaster e Gibson, para Jazzmaster e Gretsch.
O primeiro ep, “Nous Nous Ok” foi lançado depois de apenas um mês tocando juntos. Fizeram apenas 500 cópias, se tornando um disco extremamente raro hoje em dia. Infelizmente o grupo não ficou muito contente com o resultado. Dennis, muito ocupado com outras bandas, foi substituído por Arjan (ex-Toxaemia), irmão mais novo de Jeroen.
Continuando com uma rotina intensa de shows, onde em um deles, foram chamados pela Rockhouse/Kix4U para finalmente gravarem um LP, que prontamente saiu no ano seguinte, 1989. “Cows Is Motion” é um petardo com 14 excelentes músicas, onde mostram perfeitamente sua fusão de neo-rockabilly com Psychobilly, criando uma identidade bem própria.
Com o disco, ficaram mais conhecidos na Europa e conseguiram tocar em diversos festivais. Porém, Patrick não estava conseguindo conciliar o seu trabalho com a banda, e acabou parando de tocar. Tom entrou no seu lugar para assumir a guitarra.
Escreveram um monte de músicas novas, tocaram elas nos shows, fizeram fotos promocionais e até um esboço para a capa de um novo álbum que seria chamado de “Johnny’s Neighbourhood” mas, infelizmente, a banda terminou novamente, e o segundo disco nunca foi lançado. Esse foi mais um dos vários fins do Es-Feiv.
Após um hiato de quase 20 anos, com uma cena totalmente renovada e forte, não somente na Europa como no mundo todo, em 2008, a formação de “Cows Is Motion” voltou a se falar e ensaiar e estão com planos de lançaram um novo disco e saírem em turnê. Tomara que vingue. Se o disco novo tiver metade da qualidade do que lançaram no passado, já vale a volta!
Vale lembrar que participaram também de diversas coletâneas, inclusive a muito comentada aqui “Psycho Attack Over Europe”.
Após três anos sem se verem, os amigos Marcel e Wim se encontraram. Se conheceram no Jaihouse, famoso clube em Rotterdam onde muitos apreciadores de rockabilly e psychobilly costumavam se encontrar no fim de semana. Decidiram montar uma banda e ensaiaram por quase um ano com diversas formações e tocando apenas covers. Porém, quando Robert Van Driesten se juntou a banda, Wim assumiu os vocais e começou a escrever letras próprias, além de adotaram o nome Powerdog para a banda.
O som da banda é calcado na sonoridade neo-rockabilly do começo dos anos 80 combinada com a experiência que Wim tinha como guitarrista de heavy metal. O grandioso e único disco do Powerdog foi gravado em outubro de 91 e lançado apenas no ano seguinte, saindo em LP e CD, pela Count Orlok Music (que lançou diversas bandas do estilo na época). O Powerdog terminou dois anos depois, e durante esse período ainda foram a banda de suporte durante uma tour do Stray Cats na Holanda.
O Crackle Rattle Bash começou em 1986, quando Kay e Aris tocaram num Squat em Arnhem, Holanda. Kay tocava baixo elétrico e Aris além de cantar tocava guitarra. Começaram tocar regularmente nas ruas de Amsterdam, e um dia Richard estava passando e se juntou à banda tocando washbord (intrumento bastante usado por bandas de Hillbilly). Um bom tempo depois, foram chamados para tocar na coletânea Cool Cat Go Ape porque, de acordo com a lenda, o Batmobile se recusou.
Quando Frank entrou na banda para também tocar guitarra e ukelele (instrumento havaiano semelhante ao violão), gravaram o primeiro e único album pelo selo Count Orlok, em meados de 87. O washboard foi trocado pela bateria (no disco CCGA Richard também tocava bateria), e por fim trocaram o baixo elétrico pelo baixo de pau. Após vários shows na Holanda e uma tour curta com o Batmobile na Alemanha, a banda infelizmente acabou em 1990.
Influênciado Por Frenzy, Batmobile e bandas de Rockabilly, o Toxaemia foi formado por Marco (vocal e guitarra), Frank no baixo e Arjan na bateria em 88, na Holanda. O primeiro show foi em junho do mesmo ano e no próximo Arjan saiu da banda para assumir o mesmo posto nos conterrâneos do Es-Feiv. Björn assumiu então a bateria e rapidamente a banda fez vários shows e gravaram uma demo. Em 1990 a Jungle Noise ofereceu à banda a gravação de seu primeiro álbum, o resultado foi esse maravilhoso único disco, nunca prensado em CD: Invasion of the Rubber Dolls. Com baixa aceitação na época, no ano seguinte a banda encerra as atividades.
Foi ainda nos anos de colégio que os até então jovens colegas de sala Jeroen Haamers (guitarra e vocal) e Johnny Zuidhof (bateria) tiveram a idéia de montar a banda Batmobile, em 1983, completando sua formação com o baixista Eric Haamers, irmão de Jeroen, essa formação é mantida até os dias de hoje. Na época eles eram os únicos rockers da cidade e adotaram este estilo musical, porém tocado de forma mais rápida e selvagem, configurando um estilo próprio. No início, a banda só tocava covers das bandas que os influenciavam, Elvis, Johnny Burnette, Gene Vincent, com o tempo foram amadurecendo e escrevendo suas próprias canções.
O primeiro álbum foi lançado em 1985, dando início a um reconhecimento por toda a Europa e, mais tarde, por outros continentes. O grupo tem hoje mais de 10 álbuns em sua discografia. O trio deu um tempo em 2001, mesmo ano em que foi lançado um tributo pela gravadora japonesa Downer Records, que contou com a participação de diversas bandas de psychobilly do mundo inteiro. Entre elas estavam Os Catalépticos, de Curitiba, que participam com a música “Gates of Heaven”. E se é para fazer mais conexões com o Brasil, é interessante citar que um de seus maiores clássicos, “Transylvanian Express” deu nome a um programa de rádio dedicado ao psychobilly. O Batmobile voltou à ativa em 2004, com shows pela Europa, Japão e Estados Unidos. O Brasil teve sorte e graças aos esforços dos organizadores locais, a banda tocou em terras tupiniquins em fevereiro de 2006, no já mundialmente famoso Psycho Carnival. O último lançamento do grupo foi em 2008 chamado Cross Contamination, um split com o Peter Pan Speedrock, cada banda tocando 5 faixas, uma da outra.
Para mais informações: http://www.batmobileforever.com
Pra começar o blog, segue uma entrevista feita com Steven, baterista do Skrunch, pro zine ZORCH!, em meados de 2007. Logo abaixo, links pra download dos dois únicos albuns da banda.
1) Como foi o início do Skrunch e qual foi o seu primeiro contato com o Psychobilly e influências.
Se iniciou quando o Rockabilly e o Psycho eram populares na Holanda por volta de 85. Daniel (guitarra) era mais fã de Rockabilly e Patrick (baixo) e eu éramos mais fãs de Psychobilly como The Cramps, King Kurt, Guana Batz, etc...Eu não sei dos outros membros da banda, mas minhas influências eram ska, punk, metal e garage rock antigo. Em Amsterdã, havia um bar chamado Maloe Melo (ainda está lá), aonde muitos rockabillies e psychos frequentavam e onde todos tipos de bandas tocavam. Especialmente rockabilly. A primeira vez que eu vi Batmobile, eu fiquei impressionado. Era rápido, louco e tinha uma contra baixo acústico! Com toda a testosterona em mim, aquilo era a música que eu precisava. Haviam muitos festivais psychos na europa e especialmente na Alemanha, então você podia ir ver várias bandas todas as semanas se você quisesse. Banda da Inglaterra como Guana Batz, Frenzy, Torment, Krewmen, Demented Are Go, Coffin Nails, Long Tall Texans, dos EUA havia apenas o The Quakes, na Holanda havia o Rockatz, Lunatics, Batmobile, Bang Bang Bazooka, etc...
2) Como era a cena na Holanda no final dos anos 80 e como era a relação entre as bandas?
Eu acho que as bandas eram amigas, mas é claro que havia ódio, ciúmes e inveja, mas todo mundo podia se dar bem. Esse sempre foi um estilo de música agressivo e é claro que haviam idiotas como a Wrecking Crew na Alemanha que batia em todo mundo que era menor e visuais diferentes dos psychos. Mas no mainstream era se divertir, muita bebida, dança e fazer música.
3) Nos conte sobre o processo criativo e detalhes sobre os dois álbuns do Skrunch, Smelly Sally e The Skrunch.
Daniel e Patrick escreviam as músicas e eu apenas as tocava (eu nunca havia tocado bateria antes e você pode ouvir isso). Não havia realmente um processo criativo especial. Nós ensaiávamos a cada duas semanas e tocávamos todo mês durante 4 anos. Havia um cara que tinha uma gravadora (Tombstone) e nos ofereceu um pequeno contrato de gravação. Nós não tiramos muito dinheiro disso mas eu havia ouvido que ele tinha feito o mesmo o todas as bandas. Nós gravamos os dois álbuns em 2 dias e nós não achamos que eles são tão bons, mas nós ficamos felizes com eles.
4) Quando e por que vocês se separaram?
Nós nos separamos porque não conseguíamos nos dar bem mais e eu estava por dentro de música mais rápido e mais alto. Nos separamos em 1990 e fizemos um último show que foi terrível porque nós contamos ao guitarrista depois do show que nós queríamos nos separar e que aquele era o nosso último show. Ele ficou em choque.
5) Quais são seus projetos atuais?
Eu não tenho contato com Patrick que se tornou um doutor e teve suas tatuagens cirurgicamente removidas. Há alguns anos atrás eu encontrei Daniel (guitarra) novamente e nós dois tivemos um ensaio. Foi legal e nós mudamos, mas não era realmente o que eu procurava. Eu tenho tocado há 7 anos numa banda punk chamada Human Alerta (confira www.humanalert.com) e agora eu acabei de começar a tocar numa banda ao estilo de Nashville Pussy. Sem mais psycho ou rockabilly pra mim, mas eu ainda gosto de ouvir King Kurt e The Cramps.
6) Qual é a diferença da cena européia no final dos anos 80 pra cena atual?
Eu não tenho mais ido muito em shows psycho, mas pra mim parece que nada mudou, exceto que há menos psychos agora. Agora tá mais pra uma mistura de tudo. Se você escutar bandas americanas como Legendary Shack Shackers, você pode notar que eles se desenvolveram e têm mais influências do que antes. Os Psychos de hoje em dia gostam mais da mistura de ska, psycho e punk e existem muitas bandas que tocam esse "gênero".
7) Pra terminar, você quer deixar uma mensagem aos fãs de Skrunch?
Eu não quero deixar uma mensagem aos fãs de Skrunch porque eu não consigo acreditar que ainda haja fãs de Skrunch. Mas se eles estiverem por aí: apenas faça o que você quiser fazer, seja criativo e não deixe a música convencional tomar conta de você. Ou algo clicê como: keep on wrecking in a free world!
Psychobilly Scarecrow, novo disco do Johnny Nightmare, para download.
Para pedido de bandas, dúvidas ou sugestões e qualquer outra coisa, entre na comunidade do blog no Orkut ou mande e-mail para fabriciofranzini@gmail.com
Todos discos nacionais disponíveis para download postadas aqui tiveram aval dos próprios integrantes das bandas. Mas mesmo assim o Bastard Songs recomenda comprar material delas e comparecer nos shows para ajudar fortalecer a cena.