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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

TORMENT

Uma das mais originais e inventivas bandas dos anos 80, o Torment se destacou com sua sonoridade singular em relação as bandas da época e é cultuada até hoje por psychos do mundo inteiro, além de ser uma das bandas preferidas de nós do blog.


Com o trágico suicídio do vocalista e líder Simon Brand, a banda cessou suas atividades de vez em 1994. Leia mais sobre eles no texto a seguir retirado do site alemão Oldschool Psychobilly:



O Torment foi formado pelo ex-Frenzy Simon Brand (vocal e guitarra) e Kevin Haynes (bateria) no final de 1985 em Bristol – Inglaterra. Nos primórdios a banda tinha como baixista Sean Holder.

Primeira formação da banda, com Sean Holder no baixo

Em 1986 a banda começou a ganhar reconhecimento, e uma fita demo foi gravada e entregue à Roy Williams, da Nervous Records (a maior gravadora de psychobilly e neo-rockabilly da época) que mostrou interesse em lançar algo do Torment.

Simon Brand ná época do Frenzy

Pouco depois, Sean Holder deixa o baixo para a entrada de um velho amigo de Simon Brand, Simon Crowfoot, e logo começaram a fazer vários shows.

Formação clássica da banda, já com Simon Crowfoot no rabecão

Na primavera de 86 o Torment grava duas músicas para a coletânea Zorch Factor e mais três para a coletânea Stomping At The Klub Foot, no mesmo ano ainda lançam o Ep Mystery Men e, mais tarde, ainda em 86, o primeiro álbum completo e um petardo, Psyclops Carnival.

A banda com amigos, em 87

Após uma grande tour européia para promover o disco, em 87 entram em estúdio para a gravação de Three’s a Crowd, com a produção do frontman do Frenzy, Steve Whitehouse, e do próprio Simon Brand.


A essa altura já considerada uma das mais conhecidas bandas do gênero e com shows freqüentes no Klub Foot, gravam em 89 o álbum Round The World, que é um tanto diferente para o padrão de som do grupo, músicas como a versão a capella de “Twently Fight Rock” do Eddie Cochran e a melancólica balada “Hideway” marcam o mais estranho trabalho da banda.

Simon Crowfoot e à direita Orazio, do Boppin' Kids

Em 1990 lançam o último disco da banda, Hipnosis, com a produção de Pete Gage, que já havia trabalhado com bandas como Restless e Screamin’ Lord Stuch, dessa vez com uma sonoridade muito mais psychobilly que o disco anterior, e com ótimas músicas como “Worse And Worse”, “Psyclone Joe” e “Don’t Despair”.

Foto clássica de um gig do Torment com o Batmobile. Imagimem como foi isso...

Em 91, após conhecer uma garota holandesa, Simon Crowfoot abandona a banda para a entrada de Vince Mildren, e é feita mais uma tour por todo o continente europeu.

À direita Vince Mildren, substitudo de Simon Crowfoot no final da banda

Finalmente em 1993 a banda suspende as atividades por problemas pessoais de Simon Brand ligados a sua ex-esposa, e o mesmo se para Vermont (EUA). Mas logo no ano seguinte volta para a Inglatera afim de retomar seu casamento e ainda faz planos para um provável retorno da banda com Kevin Haynes.

Último show da banda com Simon Crowfoot

O possível retorno com sua ex-mulher não deu certo e então a própria família de Simon Brand o interna em um hospital por problemas graves de depressão, pouco tempo depois Simon Brand comete suicídio por enforcamento, colocando um fim definitivo na tragetória da banda.

Show no 3rd Wrecking Festival, em 90 na Bélgica

Kevin Haynes que era designer das capas da Nervous Records nos anos 80 ainda mora em Bristol, já Simon Crowfoot atualmente mora na Nova Zelândia.




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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

GAZMEN


O Gazmen foi formado nada menos por Gary ‘Gaz’ Day, considerado por muitos como um dos melhores baixistas não só da cena como do mundo. Gary já colaborou com diversas bandas, como Nitros, Frantic Flitstones, Caravans, Sharks, Empress Of Fur e até Morrissey, frontman do Smiths.

Participação da Gaz na época áurea do Frantic Flintstones

O resto da banda é composta basicamente pelos caras do Sharks mais o guitarrista Alain Whyte, que tocou com Gary Day no Morrissey. Eles tocam um neo-rockabilly/psychobilly bem tradicional, na linha do próprio Sharks e as vezes lembrando Meteors no começo.

Da esquerda pra direita: Boz Boorer, John Spencer, Morrissey, Alain Whyte e Gary Day, em 91

Lançaram apenas este ep em 96, chamado “Rigormortis Rock”. A faixa-título foi escrita por Alan Wilson e lançada pela primeira vez junto à banda The Space Cadets (não confundir com a que o Mark Harman tocou), em 84, na coletânea “Hell's Bent On Rocking”, da Nervous. Alguns sons do play foram escritos enquanto Gary Day estava no Sharks e outros gravados mas nunca lançados.

Show no Hammersmith Odeon, em 91

Pouco tempo depois, o line-up teve mudança: entrou Pug (Frantic Flintstones) e Stuart (Guana Batz).

Em 2000, este ep foi re-lançado em CD pelo selo americano Rock It, mas atualmente está fora de catálogo. Além disto, as quatro músicas saíram alguns anos atrás na coletânea “Rockin’ With Morrissey’s Side-Men”, que não é nada mais nada menos que uma compilição de músicas do pessoal que já tocou com o Morrissey, como Boz Boorer (Polecats, Deltas, Frantix), Alain Whyte (Gazmen e bandas obscuras de rockabilly), Johnny Bridgewood (Stringrays) e o já citado Gary Day.

Gary Day em Las Vegas tocando com Morrissey, em 2000

Ano passado, Alan Wilson achou algumas demos perdidas do Gazmen, Sharks e do FF na fase X-Ray Sessions, e pretente lançar assim que possível todo esse material em conjunto com a Raucous e seu selo Western Star.


Pra quem gosta de Sharks e neo, é uma boa pedida 2:)


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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

SOMETHING SHOCKING


O Something Shocking iniciou suas atividades no final de 1986, com Vanessa no vocal e baixo, Doug na guitarra e Pete na bateria. Logo recrutaram Emma para o baixo de pau, o que permitiu que Vanessa se concentrasse completamente nos vocais. Notava-se desde o princípio a paixão de Vanessa pelo punk rock, inclusive seu vocal remete totalmente à Rezillos e Penetration, bandas punks com vocal feminino que fervilhavam na época. Inclusive o SS gravaria um som do Revillos no seu full-lenght, com a música "Motorbike Beat"

Apresentação durante o 1st Big Rumble, em 1990

O agora quarteto gravou uma música, que acabou dando nome ao sampler "Something To Remember" da Fury Records. Logo depois disso Doug saiu da banda para voltar ao Rattlers, banda que tocava anteriormente. Em seu lugar entrou Mike, que havia acabado de sair do Demented Are Go. Essa influência pode ser vista claramente em "Flight 101", música que Mike escreveu e é bem parecida com "Flight 103" do DAG. Ele escreveu a maioria das músicas originais, o que eventualmente causou um pouco de tensão na banda.

Capa do único play da banda, uma das mais fudidas por sinal

Este line-up gravou e lançou em 91 Pink, um álbum que hoje em dia merece ser redescoberto e ouvido com atenção. É um disco muito bom, com uma grande variedade de influências, o que faz do Something Shocking uma banda única, misturando Psychobilly clássico com Punk, Pop dos anos 80 e bandas de garotas dos anos 60. Parece injusto eles nunca terem alcançado uma dose maior de sucesso já que a banda era diferenciada, com músicas bem trabalhadas e melódicas. Sem contar a voz de Vanessa, que é muito boa, mas sendo pop demais para ser grande na cena Psychobilly da época (apesar de terem tocado no primeiro Big Rumble) e psycho demais para atrair algum selo grande. A banda não estava em uma posição boa e logo se encontrou num beco sem saída.

Something Shocking no auge, abrindo pro Guana Batz

Vendo como atualmente muitas bandas fazem crossover entre vários estilos diferentes, é de se imaginar que o Something Shocking veio cedo demais... Emma ainda toca baixo em algumas bandas de rock'n'roll e rhytm'n'blues, como The Unknows, Razzle Dazzle e etc.


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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

THE RAPIDS


O Rapids é uma banda de rockabilly que se formou em 1981 com Lee Gocher (guitarra), Paul (que fez um baixo com um baú e um cabo de vassoura - tea-chest bass), Mark Rogerson (também guitarra) e Andy bateria.

Passaram muitas noites de sábado na casa dos pais do Mark fazendo um barulho horrível e irritando os vizinhos. O primeiro show veio logo, mas não tínham idéia do que fazer, então Jim Key se ofereceu para ajudá-los.

Mark não sabia tantos acordes ainda, então ele tirou as fotos, e o line-up ficou: Lee Gocher (Vocal/Guitarra), Jim Key (Guitarra), Paul Mitchell (rabecão) e Andy Mayne (bateria).


Porém não durou muito. Andy desistiu e Jim não podia continuar com os ensaios, então apresentou Spike Arrow à banda. Começaram a tocar com muito mais frequência, mas Terry não queria continuar na bateria, então Mick Giles entrou em seu lugar. Carlo Edwards do Blue Cats conseguiu um show para eles no The Rock Garden Covent Garden, abrindo pro Restless, que gostaram bastante da banda, então começaram a abrir os shows deles em toda região de Londres.

Logo gravaram "Scratch Chicken Scratch" pra coletânea Hell's Bent On Rockin'Spike Arrow da Nervous. Na mesma época, Boz Boorer gravou duas faixas, "One Kiss' e "Hi-Di-Hi" para a coletânea Dance To It da Lost Moment. O line-up desta gravação era: Lee Gocher (vocal e guitarra), Spike Arrow (guitarra), Mark Rogerson (guitarra), Paul Mitchell (baixo de pau) e Mick Wiles (bateria).


Roy Williams, dono da Nervous, ofereceu à banda um contrato pra gravar um disco, mas no começo da gravação Paul saiu da banda e Tony Farthing foi rapidamente convocado para o baixo. Antes do disco full, em 84 saia o ep The Raid, com quatro músicas.

No verão de 1985 gravaram o primeiro full lenght, Turningpoint, de doze faixas e também apareceram no segundo volume da coleta "Stompin' At The Klub Foot".

Spike saiu em 1986 e então foi substituído por Paul Gaskin e depois Ricky Gamble. A line-up do último show do Rapids durante os anos 80 era: Lee Gocher (vocal e guitarra), Mark Rogerson (guitarra), Danny Huckridge (baixo de pau) e Mick Wiles (bateria). Desde então, tocaram mais quatro vezes, no fim dos anos noventa, um vez na Inglaterra e as outras na Alemanha.


Em 2002, TurningPoint foi lançado em CD pela Crazy Love Records com mais três faixas bônus, as duas do lado A do Ep The Raid e a faixa "Scratch Chicken Scratch". É este que estamos disponibilizando pra download.

Já conversaram sobre tocar juntos novamente, mas os projetos atuais e o dia a dia não permitem que os estejam livres ao mesmo tempo. Lee agora toca com sua banda Sundowners, Spike estava no Rat Pack mas saiu em agosto de 2008, Mark acabou de entrar no Johnny & The Midnight Trio, Tony se mudou para Rockfield (EUA) e Danny toca baixo em estúdios e também tem uma banda, Grudgemonkey. Por fim, Mick é DJ e toca bateria em várias bandas.

Recentemente, montaram uma página no myspace e colocaram à disposição para ouvir algumas faixas de uma demo que eles gravaram no Tascam Porta Studio em 84 ou 85. As faixas "Hero" e " Highway Man" nunca foram lançadas. O único som dessa demo já tinha lançado posteriormente, é "Gamblin' Girl" que apareceu na coletânea "It Came From Hell Vol.3", lançada em 2000 pela Crazy love.


Download dos discos

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

DEMENTED ARE GO

Demorou mas chegou. Seguimos agora com a banda vencedora do enquete que coloquei. O resultado já era meio previsível...


O embrião do Demented Are Go foi formado em 1982, na capital galesa Cardiff, que fica no sul do País de Gales. O nome da banda veio da frase "Demon Teds Are Go", uma adaptação ao clássico chavão do desenho Thunderbirds, "Thunderbirds Are Go".


A banda era desorganizada e sua formação constava com com Mark Phillips, depois conhecido como Sparky, na bateria, Ant Thomas no vocal, e um baixista e guitarrista sem expressões.

Sparky e Ant tocando em Berlin, 1991

Dick, um veterano do punk e dos circuitos de bares da cidade, se juntou à banda no começo de 1983, reformulando a formação, fazendo com que Ant passasse para a bateria e Sparky para os vocais.


Depois de seis semanas ensaiando exaustivamente, aconteceu o primeirom show da banda. Foi no Sea Lion, na cidade de Penarth e o DAG conseguiu de cara boa aceitação. Era uma banda diferenciada das demais que tocaram no mesmo dia, que eram anarquistas, mais ou menos na linha do Crass.


Depois de anos tocando desde em clubes de bingo em Rhondda, à prostíbulos em Hamburgo, foram parar no templo do psychobilly na época, o lendário Klub Foot. Com isso, logo gravaram duas músicas para seu primeiro lançamento em uma compilação de 1984, "Hell Bent On Rockin’", pela Nervous Records.

Apresentação durante o festival Psycho Night de 89

Dois anos depois, lançaram seu primeiro álbum, o clássico "In Sickness & In Health", pela ID Records, o qual foi gravado em menos de 24hrs com 90% das primeiras tomadas, com Ray Thompson no baixo.

Pessoal do Stompin' Mad Bats, Klingonz e DAG na Itália

Esse é um dos meus discos prediletos de todos os tempos e com certeza figura entre qualquer top 10 do estilo. Clássico atrás de clássico, todas as faixas são fudidas e o Demented Are Go estava mostrando para a cena à que veio. Criaram uma nova faceta ao psychobilly, influênciando praticamente todas as bandas que vieram posteriormente.

Capa da primeira obra prima da banda

No mesmo ano, se mudaram para Londres, numa tentativa de se aproximar de algo como um trabalho fixo. Dick os deixou em 1987 depois de continua frustração com a direção que a banda estava tomando.


Não desencorajado, Lex Luther foi recrutado para substituir Dick. Isso foi seguido pelo segundo disco da banda, "Kicked Out Of Hell", de 1988. Prontamente iniciaram uma intensa turnê pela Europa, ganhando tanto fãs psychobilly quanto punks. A essa altura, Sparky havia começado a se viciar em drogas e álcool, resultando em diversas mudanças de formação da banda. Reza à lenda que quem itnroduziu Sparky ao mundo das drogas foi Rat, vocalista do Varukers, durante uns dos shows que as bandas fizeram juntos na época.

Sparky e Lex

Em 1989 a banda voltou ao estúdio e começaram a escrever e gravar um EP pela Link Records, "The Day The Earth Spat Blood", tudo dentro do prazo de 3 dias. A banda viajou em turnê outra vez pela Europa em 1991, e ao mesmo tempo seguiram escrevendo e gravando seu próximo álbum pela Fury Records, "Orgasmic Nightmare", na estrada.

4º edição do Big Rumble, em 1992

Continuaram tocando nos mais diversos locais e festivais da Europa. Um segundo álbum pela Fury Records, "Tangenital Madness", foi gravado em 1993, seguido por duas turnês pelo Japão. A banda se tornou conhecida pelas aparições nuas de Sparky diante das platéias japonesas.

5º Big Rumble

Durante uma tour pela Alemanha na primavera de 1995, a banda se separou devido ao estado mental deteriorado de Sparky. Por nossa sorte durou apenas um ano, com o DAG voltando com uma mudança na formação para lançar o EP "I Wanna See You Bleed!", pela Hell Razor Records.


Tocaram no costa oeste dos EUA em 1997. Eles passaram, novamente, a se tornarem mais conhecidos pelas performances selvagens no palco, nas quais se incluía simulação de sexo com aspirador de pó.

DAG com o pessoal do Stompin' Mad Bats

Em 99, veio mais um full lenght. "Hellucifernation" foi lançado pelo selo Crazy Love. Entretanto, uma turnê européia para o lançamento do álbum foi cancelado devido ao retorno dos problemas mentais de Sparky. Eles cogitaram em se separar, mas foi oferecido a eles o encerramento de um show em New Jersey. Então, decidiram dar uma segunda chance à Sparky. Mal chegando, Sparky já causou problemas no hotel, se transvertendo e usando drogas, e depois botando fogo numa mata cercada. Depois da checagem de som, a banda foi a um shopping, onde Sparky beliscou a bunda de uma garota, o que coincidiu com o fato de ela ter somente 16 anos. Então, ele foi preso sob a acusação de molestar uma menor de idade. Incapaz de pagar a fiança de 60 mil dólares, o resto da banda o abandonou e voltou para a Inglaterra.


Depois de um mês na cadeia e uma multa de 100 dólares, Sparky retornou à Inglaterra, onde o Demented Are Go passou por inúmeras mudanças. A banda passou por um período de estabilidade, com Lex Luther se reencontrando com o grupo, junto com Criss Damage e Paul "Choppy" Lambourne no baixo acústico.


Com essa formação fizeram duas turnês pelos EUA e gravaram um disco ao vivo (com Kelvin Klump substituindo Choppy no baixo), "Live At The Galaxy", pela Crazy Love Records, junto também, com muitas participações em festivais europeus.

Três bandas em uma foto: Strangy (Klingonz), Stein (Mad Sin) e Sparky (DAG)

Entretanto, no verão de 2003. Sparky foi preso diversas vezes na estrada, resultando em mais mudanças na formação. A banda continuou em turnê, incluindo uma tour japonesa bem sucedida, e outra pelos EUA liderada por Sparky e os queridinhos da cena psychobilly, Strangy (baixo acústico) e Doyle (guitarra), até setembro de 2005, e então, outra separação.

Doyle e Strangy em ação

Após um mês de hiato, um novo álbum, “Hellbilly Storm”, foi lançando sob um selo alemão, People Like You Records. A formação nessa gravação contava com Sparky, Strangy, Doyle, Criss Damage, Stan, Lex Luther e os convidados especiais Charlie Harper (UK Subs) e Country Woman.


No começo da "2006 U.S. Tour", Sparky foi detido novamente pelas autoridades de imigração dos EUA devido ao seu histórico criminal, e foi mandado de volta à Inglaterra, cancelando a turnê americana.

Mark Philips atualmente e sem maquiagem: até parece normal!

Em maio do mesmo ano, um show histórico em terras brasileiras. O Demented Are Go foi o headliner do festival "Jungle Nightmare", realizado no Hangar 110, em São Paulo. Além deles, vieram os franceses do Monster Klub, fazendo um show sensacional. Completaram o lineup as nacionais Kães Vadius, Brown Vampire Catz, Ovos Presley, Sick Sick Sinners, Voodoo Stompers, Henry Paul Trio, Scray Scums e Rising Scum.

Jungle Nightmare

O DAG fez um show surpreendentemente insano e com certeza está na no topodos melhores shows já vistos por aqui. Sparky, pra variar, deu trabalho na cidade de São Paulo. Além de andar de skate sozinho pela cidade, interagiu com meninos de rua e deu brecha com traficantes, fazendo com que apanhasse e fosse internado. Assim como Chuck do Frantic Flintstones, adorou o país e até pretendia ficar por aqui. Sorte a nossa que voltou pro velho continente :P

Show em São Paulo: destruidor

Desde então, mesmo com vários contratempos e pausas, o DAG segue com seus shows, sem previsão de um novo lançamento e a formação atual consta com Sparky nos vocais, Stan guitarra, Grischa baixo e Ant na bateria.




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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

FRANTIC FLINTSTONES


A primeira aparição do Frantic Flintstones ocorreu em outubro de 1986. O líder e vocalista da banda, Chuck Harvey, já havia tocado em outras bandas, como "Whats This Fish?" e "Mute". A primeira formação de fato do Frantic Flintstones continha Ric na guitarra, Clive no baixo e Toby "JUG" Griffin, que já havia tocado em bandas como Coffin Nails e Meteors.


O primeiro vinil veio um ano depois pela Raucous Records, o clássico EP "Bed Rock". Nesse tempo a formação já havia mudado. Nodger entrava na guitarra, Andy tinha assumido a bateria e Gary Day o baixo acústico.

Andy não conseguia acertar a bateria nos ensaios (devido às "drug sessions" evidentemente), e como a bateria é sempre gravada antes, isso era um pesadelo.
O EP vendeu bem e um pouco depois eles lançaram um album por um outro selo, a Nervous Records.


Devido ao problema de Andy com a bateria, o álbum foi batizado de "Nightmare On Nervous", que chegou até a alcançar o #12 no 'Indenpendent Album Chart'. Shows vieram e o Frantic Flintstones começou a ganhar prestígio na cena psychobilly.

Após o lançamento desse disco, Chuck sofreu um grave problema no coração, mais precisamente um ataque cardíaco, que necessitou de uma cirurgia. Todos pensavam que era o fim da banda. Mas não muito depois, Chuck voltou como se nada tivesse acontecido. O próximo disco deles, "Rockin’ Out" foi lançado pela Link Records. Pouco antes desse lançamento, Nodger saiu e foi substituido por Pug, que já havia tocado com Gary Day em outra banda, The Mysterons.


Após esse disco, o Frantic Flinstones tocou muito e gravou discos praticamente todos os anos. Vieram em 89 o “Not Christmas Álbum” e o EP “Yabbadabbadoo”. O album mais sinistro e pesado da banda, “The Nightmare Continues”, e um ao vivo, “Live & Rockin”, também foram lançados em 1989.


Em 90 lançaram o album “Schlachthof Boogie Woogie”, “Well Gone In Europe”, com regravações e o “Raucous Recordings”, com demos e raridades antigas. Em 91 veio “Cuttin’ A Fine Line”, com uma pegada bem neo-rockabilly e em 91 veio “Flash & Fantasy”, com musicas mais experimentais. Nesse periodo também foi lançado “Skin Up Chill Out”, um disco acústico com apenas Chuck e Pug tocando, e o “Take a Hike”.


O “Jamboree” de 93 marcou o primeiro lançamento pela Anagram Records (que foi responsavel por manter o material antigo até hoje disponivel) e também o último disco gravado por Gary Day, que já estava num processo de vindas e idas durante algum tempo, devido à suas outras bandas, The Nitros e mais pra frente Morrissey.


Após sua saida muitos baixistas passaram pela banda, incluindo o ex-Guana Batz Jonny Bowler. Após pouco tempo, na bateria também houve alteração, mas nesse caso definitiva, entrando RockinReject. Provavelmente em torno desse período (inicio dos anos 90) que também apareceu a palavra que carateriza e faz parte do vocabulário da banda e dos fãs: "MUH".


No ano seguinte, o Frantic Flintstones gravou o “Enjoy Yourself” e Chuck se mudou para Alemanha para se casar. Nesse periodo, começou a ficar complicado para Pug ir nos shows, sendo substituído temporariamente por Douggie (Long Tall Texans) e Alan Wilson (Sharks).


Pouco tempo depois do Jamboree, o Frantic gravou o “X-Ray Sessions” e ficou alguns anos sem lançar coisa novas. Retomaram às atividades com o “Speed Kills” (98), “Rock It Boy” (2000), “Too Sweet To Die” (2001) e o “Billy Overdose” (2002), vários desses produzidos por Alan Wilson.

Porém, foi em 2003, com o lançamento de “Champagne For All”, que a banda ressurgiu de vez. Considerado por muitos como o melhor disco psychobilly dos últimos anos e gravado com Fantomas no baixo acústico, Go Go Gomez na guitarra e RockinReject na bateria, o Frantic Flintstones deixa as experimentações e as levadas neo-rockabilly dos últimos albuns de lado pra tocar um psychobilly direto e marcante. Em 2003 também foi lançado uma coleção de Eps, chamada de “The EP Collection”.


Em 2004 lançaram um DVD, “Well Gone in Europe” (gravado em 2003 em Paris) e em 2005 lançaram um disco chamado 'Legendary Mushroom Sessions', um registro de uma gravação ocorrida à vários anos atrás.

Em comemoração aos 20 anos de banda, foi lançado o "Frantic Flintstones 20th Anniversary Album" em 2006. Infelizmente, as turnês do Frantic Flintstones desse ano foram canceladas devido à um problema no pulmão de Chuck.

No ano de 2007 foi lançado um mini-álbum chamado “California Earthquake” e um tributo à banda, chamada de 'Muh to the Muh', contando com várias bandas do mundo todo (inclusive do brasil) e com uma faixa inédita do próprio Frantic Flintstones. Um tributo nada mais que merecido pra uma banda que lançou tantos discos e que participou de inúmeras coletânias.


Em setembro do mesmo ano, a banda veio pela primeira vez ao Brasil. A tour, chamada “World Doination Muh” passou por São Paulo, Londrina e Curitiba, durante o 13º Psychobilly Festival. A formação constava com Bubble ma guitarra, Cloey no baixo e RReject na bateria. Shows memoráveis não só para o público brasileiro quanto para os próprios integrantes da banda.

O vocalista Chuck ficou maravilhado com o país e decidiu ficar por aqui. Coxinha (ex-Catalépticos, Hillbilly Rawhide, Sick Sick Sinners e etc) foi convidado para entrar na banda e partiram para uma tour Européia, tocando em diversos países. Na volta, Chuck continuou no país e reformulou o FF, apenas com integrantes brasileiros. Além de Coxinha no baixo, Mário Larápio foi para a guitarra, Germano para a bateria e Mark no violino.


Com essa formação tocaram em São Paulo e no Rio e participaram de alguns festivais, como Psycho Carnival 2009, além de lançaram o último registro do Frantic Flintstones até então, “Psycho Samba My Way”. Neste disco, Chuck deixa claro como a cultura brasileira o influênciou, deixando o álbum com um estilo bem brasileiro, onde experimentam até pandeiro! O resultado ficou excelente e o disco é repleto de sons contagiantes e animados, que certamente será lembrado por muitos anos.


Após o Psycho Carnival, Chuck resolveu voltar para Berlin, reformulando mais uma vez o FF, com RockinReject de volta à bateria. Estão em tour novamente pelo velho continente. Com planos de voltar o Brasil periodicamente, Chuck anunciou que a versão brazuca da banda agora consta com um dos melhores guitarristas do país, Preto Aranha, frontman do Brown Vampire Catz.

Para estrear a formação brazuca, está prevista uma série de shows em meados de 2010. Fiquem atendos aqui no blog para futuras atualizações a respeito.

MUH!




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