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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

TAZMEN


Mais uma banda interessante dos anos 90 com pouquíssima informação e material gravado.
Não se sabe como começaram, apenas que foi formado por Cyril (vocal e guitarra), Eric (baixo) e Rick (bateria).
Em 1994 lançaram seu único disco, "Tell Me Why". A produção não é uma das melhores mas as oito músicas são excelentes, com uma pegada bem do final dos anos 80. Destaques para a faíxa-título, "Living In Graveyard" e a clássica cover do Johnny Rivers (DEVO e Toasters também fizeram versões), "Secret Agent Man".

Capa do único disco da banda

No ano seguinte, em 95, participaram da coletânea "Kongpilation Vol.1" (uma espécie da nossa "O Monstro", só que francesa ), lançada pela obscura Banana Juice Rcds, só com bandas do país, como Banane Metalik, Elektraws, Kryptonix, Celicates, Lone Sharks, Atomic Puds entre outras. O Tazmen participa com sua melhor música, "Tell Me Why".

Primeiro volume da clássica série Kongpilation

Não se sabe o quando e nem o motivo do término da banda. A única informação interessante é que Ricky foi tocar com o Lucky Devils e Eric no Banane Metálik (que inclusive veio ao Brasil com a banda).
Fortemente indicado para quem curte som tosco, rápido e com slaps marcantes, tais como Swampys e Skrunch.


Download do disco

SKITZO - GOIN' SKITZO & TERMINAL DAMAGE


Segue agora o rip do DVD “Goin’ Skitzo & Terminal Damage”. Como o Krewmen, foi dividio em duas partes. Cada qual com seu show. O primeiro com 300mb e o segundo 418mb.
Como não se tem informações de onde, quando e por quem foi lançado, vamos sem rodeios para o tracklist:


Goin’ Skitzo:

Shipwreck Island / Crying State / House Of The Rising Sun / Your Cheatin’ Heart / Love Is For Skitzo / I’m Going Skitzo / Lonesome Train / Possessed / The Witching Hour

Download


Terminal Damage:

The Witching Hour / Terminal Damage / No Return / I Want Your Lovin’ / Frustrated / Empy Room / Shipwreck Island / Psycho Ward / Green Door / Double Talkin’ Baby / Caledonia / Your Cheatin’ Heart / Skitzo Mania

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

GODLESS WICKED CREEPS


Existem bandas que são dificeis para escrever sem parecer babação de ovo, fã é foda quando começa a falar de bandas preferidas.
O Godless foi uma das minhas primeiras bandas de psychobilly e ainda é uma das que eu mais gosto até hoje!
Vamos dar um tempo nas RARIDADES DOS ANOS 80 do Fanfa e falar um pouco dessa banda que influenciou tantas outras bandas nos anos 90 e com uma sonoridade tão unica!


Formado originalmente em 1991 em Aarhus (Dinamarca) por Tim Kristensen (baixo), Ian Dawn (guitarra/vocal); Martin Budde (bateria), na epoca ainda uma banda sem nome, Tim Kristensen (ou Grim Tim) era o rodie do Nekromantix e em uma conversa com Kim Nekroman começaram a brincar com a sigla GWC (a German Wrecking Crew, a crew alemã do The Meteors), no meio da brincadeira veio o nome Godless Wicked Creeps (e que nome!).
Nesse ponto a historia do Nekromantix e do GWC se cruza, Peter Sandorff e Peek saem da banda, Nekroman chama Ian Dawn e Grim Tim para se juntarem ao Nekromantix, que deixam o GWC.

Fomação do "Victim Of Science"

A banda fica apenas com Martin, que chama Allan Grauenkær para assumir baixo e vocal, e Dax Dragster para a guitarra. O line-up não dura nem um ano, Allan sai da banda para montar um selo (O mesmo que lançou Demons Are Girls Best Friend do Nekromantix, me escapou o nome agora). Em seu lugar é chamado o talentoso Kim Kix (não confundir com o Kim do Nekromantix!) e quem assume o vocal é o guitarrista Dax Dragster.
Com essa formação consolidada gravam uma demo (On The Road Again) com 6 músicas em 1994 e enviam a algumas gravadoras. O selo alemão Crazy Love Records se interessou pela banda e propos lançar um vinil 7 polegadas split com outras 3 bandas. E em 1994 lançam o primeiro album, "Victim of Science", que é perfeito! Musicas originais como China Chick (que virou o unico clipe da banda), a faixa titulo "Victim of Science", o "talvez hit" do album "Wreckin at the country club", a rapida e melodica "The Abyss" e sem esquecer a porrada "Vamps".

Hellcoholic, provavelmente uma das capas mais legais de bandas de psychobilly!

As criticas ao "Victim Of Science" foram otimas, e o Godless começou a fazer tour pela europa, tocando em festivais como o Big Rumble (festival ingles de psychobilly, teve 11 edições antes de seu encerramento). Um ano após o primeiro album eles voltam para gravar seu segundo album, o lindo e perfeito "Hellcoholic". Esse é um disco dificil de se avaliar, por ser muito bom, haha.
Vale o destaque especial "We Are Rockers", "You Better Run" (de chorar!) e talvez o melhor instrumental que uma banda de psychobilly já fez (e duvido que farão algum melhor!) "Instrumental Disease".

Depois de anos como um trio, em 1998 o Godless vira um quarteto!

Mais tours pela europa, tocando em paises como Finlândia, Suécia, Dinamarca, Alemanha, Inglaterra, Holanda, Áustria, frança e Espanha. Em 1997 lançam mais um bom album, Hystereo, bom, porem não chega aos pés do Hellcoholic. Com 3 discos nas costas e já considerados um dos maiores nomes do psychobilly vão para os EUA para uma tour, provavelmente nessa tour que começa a amizade da banda com a banda americana Barnyard Ballers (que viriam a gravar uma musica juntos no album dos Ballers "Nude Bar Blues" chamada "Terror in Tijuana"). Thomas (ou Drax Dragster) sai da banda após a tour, Kim e Martim resolvem chamar seus amigos de outros projetos para completar o time, para a guitarra é chamado Nikolaj, guitarrista da banda de garage rock de Martin, o Defectors, e o vocal fica por conta de Lars, irmão de Kim, e baterista da banda Lez Boomerang.


A banda é apresentada ao publico europeu e novamente vão para os EUA em outubro e novembro de 1998 para mais uma tour, chegando a tocar até no Canadá. O ano é 2001 e o GWC lança seu ultimo album, o punkabilly "Smile", a mudança sonora é visivel, alguns pontos altos como "Coward With A Gun", "Liar" e a divertida "Bad Brains" são dignas de menção! Pouco depois, talvez com a sensação de terem feito tudo que queriam com o Godless, a banda termina, seu ultimo show foi dia 20 de abril de 2002 num festival de rock belga, logo após o termino da banda seus membros começam a dar mais atenção a seus projetos paralelos e um retorno do GWC é praticamente impossivel.

Kim Kix!

Kim Kix chegou a tocar numa estranha banda chamada Siberian Mad Dogs que fundia psychobilly com musica do leste europeu, atualmente toca com o Powersolo junto com seus irmãos, e tocou no Brasil (!!!) recentemente com o Heavy Trash de Jon Spencer.
Martin, o baterista do GWC toca teclado na banda de garage rock Defectors, que estiverem no Brasil em 2004!
Drax formou uma interessante banda chamada Bull'It, que teve vida curta e deixou apenas um disco gravado.
Bom, pra quem não conhecia a banda aqui está a historia dela de forma bem resumida, essa vale escutar cada musica com atenção, banda essencial pra qualquer um que quer conhecer mais psychobilly!!


Segue dois videos dessa preciosidade:


Clipe caseiro de "China Chick"




"We Are Rockers" ao vivo nos EUA em 1998.




Download dos discos

terça-feira, 18 de agosto de 2009

BRAINBLASTERS


O Brainblasters é uma excelente banda alemã que surgiu no começo dos anos 90. Na época, seu país de origem era o maior expoente do psychobilly, representado por bandas como Mad Sin, P.O.X., Rawheads, Scallywags, Roughnecks, Scum Rats, entre outros... Na Inglaterra, após o boom das bandas no Klub Foot em meados dos anos 80, a cena deu uma esfriada.

O line-up contava com Robbe, Alex, Fossi e Keeex. Logo no início, participaram em 90 na coletãnea Welcome To Nighmare, com duas faixas, "On The Run" e She's A Bitch". Paricipam também da coletânea Klingonz, Brioles, Scum Rats, Radium Cats e Swampys.


Quatro anos depois, via Tombstone Records, lançaram seu único disco, o intrigante "Haiti Dream". Com 12 faixas longas e poderosas, hoje é um item raro de se encontrar.
Destaques como a maravilhosa "When Bodies Tell From Sky", "The Ripper", "Josephine" e a regravação de "She's A Bitch".

Infelizmente o Brainblasters seguiu o karma das bandas alemãs que lançam apenas um disco e acabam prematuramente. Não se sabe o motivo de seu término, a única informação é que Keeex toca atualmente na banda de skapunk The Wisecräcker.


Download do disco

KREWMEN - LEGEND OF KREWMEN


Como já colocamos aqui a biografia e a discografia do Krewmen à disposição, segue agora para download o DVD ripado que foi lançado pela Cherry Red alguns anos atrás.

"Legend Of The Krewmen" apresenta um show completo da banda num clube Londrino no início dos anos 90. Entre as faixas incluídas, temos excelentes versões do The Clash "Should I Stay Or Should I Go" e os Monkees com "Steppin 'Stone", juntamente com muitas das músicas mais populares da banda na fase pré Mad Dog Cole. Além da apresentação ao vivo, cinco clips da banda, muito interessante por sinal.

Pra facilitar, o show e os clipes foram ripados em arquivos diferentes, o primeiro com 600mb e o segundo com 230mb.


Tracklisk do show:

Should I Stay Or Should I Go / Jungle Rock / Bar Room Fantasy / Let Loose / Don't Give A Toss / Undead / Steppin Stone / Move It / Swamp Club Ball / Nightmare Man / Night Shift Blues / Do You Wanna Touch / I Am Not Dead / Shout / The Hell Train / Wild Fire

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Clipes:

Legend Of The Piper/ Plague Of The Dead/ Do You Wanna Touch/ Steppin Stone/ Take A Little More

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

PHARAOHS


Vindos de Harlow (Essex) - Inglaterra o Pharaohs foi mais um dos grandes nomes do psychobilly/neo-rockabilly dos anos 80. A principio uma banda rockabilly no comecinho dos anos 80 foram logo dominados pela febre e atenção que estavam dando ao psychobilly. Tendo como frontman da banda o guitarrista e vocalista Glenn Daeche, Ben Evans na outra guitarra, Carl Sheeran no baixo e Tony Bennet na bateria,  no ano de 1986 lançaram pela Nervous Records o fenomenal Blue Egypt, com musicas que virariam classicos absolutos do estilo como a faixa titulo "Blue Egypt", "Smell of Cop", "Dead to the World", e a estranha "Tomb Of The Dead" (curiosidade: Essa musica é provavelmente um dos pontos altos do disco e foi lançada no play como um remix eletronico que não faz sentido algum e fez a musica perder muito, para aqueles curiosos de plantão tentem achar o ZORCH FACTOR 1 para ouvirem a versão integral e sem remixagem da musica) e as versões de "Radar Love" e "Wild Thing".


Tocavam constantemente no Klub Foot e eram muito conhecidos pelos psychos e rockers da epoca, com o reconhecimento veio um ep de apenas 4 musicas, o maravilhoso/absurdo/perfeito Vigilante (se voce se acha psychobilly e não conhece esse disco trate de morrer), era obvio que Glenn Daeche estava querendo experimentar um som novo e tira Carl Sheeran do baixo para colocar ninguem menos que Lee Brown (que depois faria historia como baixista do The M3T3ORS) no baixo eletrico, não se pode falar muito desse ep fora que ele é perfeito por inteiro, a capa é assinada por Kevin Haynes baterista do Torment e um dos mais famosos capistas do psychobilly.

Formação do Ep "Vigilante", Glenn Daeche, Ben Evans, Lee Brown e Nick Becker.

Lee Brown deixa a banda para tocar com o The Meteors, o Pharaohs vira um trio com a saida de  Ben Evans e com a volta de Carl Sheeran pro baixo e gravam mais um petardo - "Hammer & Sickel Blues" -  o disco é inteiro bom, da faixa titulo "Hammer & Sickel Blues" com seu riff contagiante e mostrando como o psychobilly deve ser, passando pelo rockabilly balada "57 Chevy", uma nova versão pro hit da banda "Dead to the World" e a porrada "Psycho Numbskull".

A volta da banda com Mark Pennington do Caravans no baixo.

Não se sabe ao certo oque houve, mas o Pharaohs parou de tocar no começo dos anos 90 e depois de 12 anos de intervalo entre um disco e outro, em 2000 lançaram o tambem muito bom "London 1888" com Mark Pennington (baixista/vocalista original do Caravans, ora guitarrista/vocalista) no baixo e com Ben Evans de volta pra guitarra. Mais uma leva de boas musicas como "Harlow Rock", "London 1888", uma nova versão pra classica "Turkey Dance" e o ponto alto "Vincent Van Go Go". O Pharaohs continua se apresentando uma vez na vida e outra na morte por grandes festivais de psychobilly, tocaram no Calella Psychobilly Meeting em 2007 com Choppy (ex Demented Are Go/ Caravans/ atual Mad Dog Cole) no baixo.



De lá pra cá não há noticias de shows da banda. Para quem quiser ver a banda tocando há videos deles no Klub Foot no lendario "Stomping At The Klub Foot" e recentemente lançaram mais um video de show da epoca, tocando a otima "You're on your own" no dvd "Revenge of the Psycho Cats". Essa não tem desculpa, quem é psychobilly gosta, quem gosta de neo-rockabilly gosta, obrigatorio.


Download dos discos

F.A.Q. PSYCHOBILLY

F.A.Q. muito interessante escrito pelo Gus Tomb (ex-baixista dos Missionários e Catalépticos) alguns anos atrás. Atualizei apenas algumas bandas nacionais.


1. Mas que porra é essa de psychobilly ?

No início dos anos 80, no auge do movimento punk na Inglaterra, a cena undergroud tomou vários rumos distintos e foram criados muitos sub-estilos na cola do punk. Um deles foi o psychobilly. Sem muita complicação, psychobilly é um estilo musical que mistura punk e rockabilly e tornou-se muito mais do que apenas um movimento musical. Criou-se em torno deste novo estilo de música toda uma cultura que preserva um lado extremamente doentio em sua postura, buscando para sua inspiração temas de terror, sexo, violência, bebedeira e mais tudo o que for escatológico e tenebroso. Pode-se acrescentar a tudo isso muito filme de horror B e histórias em quadrinhos. Isso é psychobilly !


2. Qual é a diferença entre psychobilly e rockabilly ?

Tem muita gente que coloca o rockabilly e psychobilly no mesmo saco. Mas não é bem assim. É importante deixar uma coisa bem clara: o rockabilly é o rock em sua forma mais clássica. O psychobilly é seu filho bastardo. O rockabilly tenta preservar a pureza de uma guitarra limpa, o psycho pouco se importa com isso, e se a música permitir muita distorção é assim que vai ser. O rockabilly é nostálgico, curte o ambiente o som o clima dos anos 50. O psycho é atual. Pega toda a neurose que existe hoje e transforma tudo isso tanto em visual como em música. Nesse ponto cabe uma pequena explicação: esta "neurose" que o psychobilly trata não diz respeito com a realidade, problemas sócio-econômicos, etc... ela é direcionada sempre ao irreal, escatológico, bizarro. O psychobilly é o bizarro. O que de fato importa é que o psycho nasceu tendo o rockabilly como base, mas tudo isso muito distorcido por uma linguagem atual e caótica.


3. Como é que eu posso identificar um psycho na rua ?

Primeiro dê uma olhada na cabeça do sujeito. As laterais e a parte de trás da cabeça possivelmente estarão raspadas, e só no cocuruto haverá um topete normalmente armado com muito spray. A jaqueta de couro é importante. Colete jeans, com patches e bottons de bandas preferidas. Camisetas de banda, ou camisa xadrez com mangas cortadas fazem parte do visual. Muita tattoo também. Caveiras, contra-baixos, pin-ups, desenhos clássicos, monstros e demônios. Calça jeans azul clássica ou preta. Nos pés creepers (sapatos grandes com solas grossas e peles de zebra, onça, etc...), ou coturnos. Tudo isso de preferência velho e batido. O psychobilly é uma cena de rua e tudo isso nada mais é do que roupa barata para a guerra.


4. Mas então o visual de um psychobilly é igual ao de um punk ?

É semelhante, mas tem algumas diferenças fundamentais. Primeiro: você não verá psycho algum com mensagens políticas escritas na roupa. Raramente aparece algum com moicano. O deseixo do punk também não faz parte da estética do psychobilly. É muito importante para um psycho estar bem colocado com sua parafernália. O topete deve estar perfeito. Todo o resto também. Essa é uma grande diferença. Ao contrário de um punk, um psycho não tem nenhum interesse em contestar nada, e quer mais é fazer um visual legal para poder ir curtir a balada.


5. E o som ?

Há um universo muito vasto no som psychobilly principalmente por ele se iniciar como um movimento, em essência, musical. Hoje a cena conta com mais de vinte anos e muita coisa foi criada neste tempo todo. Por isso, hoje se pode dizer que houve um momento clássico, com bandas mais sossegadas que até mesmo soaram semelhantes a bandas neo-rockabilly e hoje existem bandas que tem em sua influência muito do metal ou hard-core. Mas tudo é psychobilly. Outra discussão bem interessante existe sobre quem seria a primeira banda psycho. Nos Estados Unidos dizem que foi o The Cramps, na Europa, The Meteors. Isso não importa muito. O que importa nisso é que dessas duas bandas que formaram toda a base de inspiração para todas as bandas que surgiram posteriormente, dois estilos bem definidos foram traçados: o estilo americano e o europeu. No americano tem muito do rockabilly da raiz, freqüentemente com baixo elétrico. No Europeu um psycho com mais identidade própria como estilo independente e contra-baixo acústico quase sempre. Muito baixo de pau e um formato muitas vezes mais punk. Diversas faces existem hoje a partir disso. Como hoje não se faz mais somente psycho na Europa e nos Estados Unidos, cada região do mundo apresenta seu estilo, e mesmo nestas regiões há o psycho clássico, o porrada, o gótico, o metal. Tem psycho para todo o tipo.


6. Por que a grande maioria das banda usa contrabaixo ?

O contra-baixo acústico (baixo-de-pau, rabecão, etc...) é um ícone do psychobilly. Uma marca bem característica e diferencial. De longe ao ver uma foto de uma banda tocando, se rolar um baixão você já vai saber que alguma coisa tem. Este também foi um ícone herdado do rockabilly, mas uma característica também antiga, mas menos usada no rockabilly com relação ao baixo de pau, foi potencializada no psycho: o slap. O slap nada mais é do que o estralo que se ouve junto às notas do baixo. Você pode perceber com mais facilidade prestando atenção na forma de tocar do contra-baixista do psychobilly, que toca batendo e puxando as cordas do instrumento, causando assim esse estralo (o slap) que é usado até mesmo como forma de percussão no ritmo da música. Depois que você se acostuma com o som do slap na música, todas as vezes que você ouvir uma boa banda, mas com baixo elétrico, vai parecer que está faltando alguma coisa...


7. E o topete ?

Esse é o ícone maior do psycho. Raspado nos lados e atrás, o topete é cultivado em cima da cabeça, cortando curto na parte de trás e deixando crescer na frente. Pode ser colorido e ao armá-lo o psycho irá tentar deixa-lo pontudo como um bico de navio com muito laquê. Mas essa não é a regra geral. Alguns topetes imensos, semelhantes a topetes rockabillies, mas desproporcionais no tamanho são bastante psycho também.


8. Existe alguma ideologia ou posição política no psychobilly ?

Só a doutrina da breja gelada. Nada mais. Esqueça a política ! E se você tiver sua própria posição não traga nunca para um show ou para a cena. Isso não importa para o psycho. O que rola é a diversão, a mulherada, o som, a cerveja. Muitas vezes a cena psychobilly abriga pessoas de outras cenas, que vem ao psycho, justamente porque no psycho é improvável que você venha a morrer porque você é ou não isso ou aquilo. Esse tipo de postura não existe. O negócio é basicamente cerveja e diversão.


9. É possível citar algumas das principais bandas psychobilly ?

The Cramps (EUA), The Meteors (UK), Demented are Go ! (UK), Batmobile (Holanda), Guana Batz (UK), The Quakes (EUA), Frantic Flintstones (UK), Mad Sin (Alemanha), Nekromantix (Dinamarca), Klingonz (UK), e muitas outras. mas esse já seria um bom começo.


10. Se eu quisesse comprar 10 discos pra me interar, quais seriam?

Essa não é uma ordem de preferência:

Mad Sin - God Save the Sin (porrada clássico)
Nekromantix - Brough Back to Life (porrada clássico)
Godless Wicked Creeps - Hellcoolic (porrada clássico)
Demented are Go - Tangenital Madness (essencial)
The Meteors - In Heaven (clássico essencial)
The Cramps - qualquer um (clássico clássico)
Frantic Flintstones - The Nightmare Continues (malvado clássico)
Kães Vadius - Delirium Tremens (clássico nacional)
Os Catalépticos - Zombification (porrada nacional)
Banane Metalik - Requiem de la Depravación (porrada porrada)

Mas uma boa dica é partir para coletâneas. É muito normal encontrar cds com dezenas de bandas de todo o mundo reunidas e ali você pode ter uma boa idéia das melhores para o seu gosto.

Coletâneas clássicas :

Stoping at the Klub Foot (vários volumes muita coisa ao vivo dos anos 80)
Psycho Attack Over Europe (vários volumes, seleção de primeira dos anos 90)
Rumble Party (vários volumes, seleção de bandas participantes do Big Rumble europeu)
It Came From Hell (vários volumes, trás o melhor do psycho moderno)
Revel Without a Cause (coletânea dupla com o melhor do psycho moderno)
Devil Party (LP coletânea nacional clássica com as melhores dos anos 90)
Psychorrendo - 1º coletanea psychobilly nacional em cd.
O Monstro Compilation (1º coletânea nacional com uma banda gringa convidada)
Dance with a Chainsaw (Coletanea nacional com varias bandas nacionais e gringas tb).


11. Aonde existem as principais cenas psychobilly ?

A Europa ainda tem as maiores cenas. A Inglaterra já foi o melhor local e núcleo de bandas boas, hoje a Alemanha está mudando isso e se tornando o maior foco, com grandes festivais, bons selos e bandas. Mas por toda a Europa a cena é boa. Os Estados Unidos tem sua cena a parte. Muitas bandas e novos lançamentos. O maior festival do mundo, o Big Rumble, mudou da Inglaterra para NY. Mas por todo mundo a cena está consolidada, inclusive no Japão, Rússia, Escandinávia e até aqui no Brasil !


12. E no Brasil, isso é recente ?

Não. A cena é quase tão antiga quanto lá fora. Os legendários Kães Vadius começaram toda a cena local lá pelo meio dos anos 80, cena esta que teve alguns momentos bem característicos. Os Kães foram a primeira banda. E na cola deles a cena foi forte no final dos anos oitenta principalmente em São Caetano e São Paulo, com bandas como Kães, K-Billy's e S.A.R., e em Curitiba, neste mesmo período rolou uma grande safra de boas bandas como Os Missionários, Os Escroques, Os Cervejas, Estúpido Estupro, Playmobillys. No Rio de Janeiro a Big Trep segurava a cena. A coisa estava tão forte que em 1990 o Guana Batz veio ao Brasil. Durante os anos noventa a cena esfriou um pouco, e se manteve graças a bandas como Ovos Presley e Krápulas em Curitba, Mongolords no interior de São Paulo, Maniac Rockers em Londrina, Baratas Tontas em Belo Horizonte. No final dos anos noventa surgiram Os Catalépticos e a partir daí o psycho brasileiro passou a ser conhecido no exterior e novas bandas foram aparecendo. Hoje é possível dizer que a cena brasileira está mais forte do que nunca.


13. Existem muitas bandas no Brasil ?

A cada edição de um novo festival, bandas novas aparecem. Por cima, hoje no Brasil existem muitas bandas de psychobilly, nas mais variadas formas. Em atividade hoje: Big Trep (Rio de Janeiro), Skizoyds (Santa Izabel), Kães Vadius (São Caetano), Voodoo Stompers (São Paulo), Big Nitrons (Santos),Os Caborja (Piracicaba) Ovos Presley (Curitiba), Krappulas (Curitiba), Sick Sick Sinners (Curitiba),Chernobillies (Curitiba), As Diabatz (Curitiba) The Brown Vampire Cats (Londrina), Crazy Horses (Londrina), Degolados (São Paulo).


14. E na cena mundial, aonde eu posso conseguir mais informações ?

Pela internet existem duas páginas essenciais para o psychobilly. A Psychobilly-net, feita na Alemanha pelo Mad Man, e a Wrecking Pit, feita na Holanda pelo Roy der Matt.
Nestas duas páginas você encontrará milhares de links para as principais páginas de bandas e tudo mais o que for relacionado ao psycho.


15. E aonde eu posso achar mais material, como cds, camisetas, etc?

É muito fácil comprar Cds e camisetas pela internet. O problema hoje é o preço do Cd gringo, que com o dólar alto e mais a extorsiva alíquota do imposto de importação (60%), está cada vez mais difícil de comprar. De qualquer forma a gente recomenda pela seriedade de entrega e profissionalismo a página da Nervous Records na Inglaterra. Os caras são sérios e até agora pelo menos nunca deu roubada.
No Brasil também existem boas opções, como o Bufunfa, e a Desgracera Records. Uma boa dica: vá nos shows. Em todos eles sem exceção haverá uma barraquinha com alguém vendendo material. Essa é a melhor maneira de comprar bem e barato. De qualquer forma vale a pena visitar estes sites.

SMELL OF KAT


Primeira banda espanhola do Blog!
O Smell Of Kat foi criado em meados dos anos 90 por Javier Caballero (voz), Javier Uroz (guiatarra), Cliff (bateria) e David Mourelo (baixo).
Em 1997 pariram seu primeiro registro, "Raw Beat", pelo selo Vampirella Records. Com 4 sons bastante energéticos, foi um perfeito cartão de visita para a banda mostrar a que veio, flertando muito com a sonoridade feita no final dos anos 80.


Logo no ano seguinte, após a participação no 11º Big Rumble, lançaram seu primeiro disco full e, infelizmente, o último. Também via Vampirella Records, desta vez com 14 músicas, foi um álbum muito elogiado, bom do começo ao fim, com destaques para "Lies", "Rockin' In The Graveyard", "Midnight Chase" entre outros.


Uma banda que lembra as vezes os primeiros do Stringbeans e Restless, o Smell Of Kat mostrou que na esquecida Espanha também sabiam fazer um bom psychobilly, com um vocal contagiante e baixo e bateria extremamente precisos.




Download dos discos

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

PSYCHO ATTACK BRAZIL


Pra quem não viu ainda, segue o documentário - muito bem feito diga-se de passagem - feito por Darwin Dias (ex-Cervejas), PSYCHO ATTACK BRAZIL, de 2007.
O intuito desta pérola é retratar o início e a difusão do psychobilly principalmente no Brasil. Desde os tempos de Kães, K-Billys e Missionários até bandas e pessoas que contribuem para a cena até hoje.
Muito interessante como Darwin conseguiu resgatar várias imagens e vídeos dos anos 80 (Baldão, Rick n' Roll) e mobilizar e entrevistar grande parte da galera que teve e ainda tem importância para a cena: (George e Hulk dos KV, Milton Monstro (K-Billys, Kães, Krents), Yeis, pessoal do SAR, Kryptonitas, Kid Vinil, Riquinho, galera da cidade de Curitiba, Londrina, RJ, São Paulo além de trechos de uma importante entrevista com o Meteors durante a passagem histórica deles por aqui em 2005.
Então não perca tempo e baixe logo esse precioso documentário que o Darwvin teve o prazer de nos proporcionar.
Vida longa à cena Brasileira.


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KREWMEN


O Krewmen foi formado em 1982 por Tony Mc Millan que, naquela época, tocava rockabilly (de acordo com algumas fontes, a banda se chamou The Starlites até 1984).

Essa primeira formação começa a criar uma moral e renome e em 1985 eles são contratados para serem a banda de apoio de um pseudo Elvis num musical, o qual os levaram aos EUA e Canadá. De volta à Europa, a Lost Moment ofereceu um contrato de gravação, mas os companheiros de Tony decidem sair para seguirem seus projetos pessoais.


Mc Millan assume o baixo acústico e logo recruta Jimmy Fahy para a bateria e Carl “Sonny” Leyland ao piano, guitarra, gaita e vocais, o que muda o som para algo mais influenciado pelo blues, mas ainda assim com um gosto forte de rockabilly. A banda lança dois singles pela Lost Moment (ambos excelentes), agora muito raros mas a disposição no disco “Klassic Tracks From 1985!” (ainda pela Lost Moment) e algumas outras gravações não lançadas estão disponíveis no álbum “I Like Boogie Woogie” de Carl Sonny Leyland.

Dentre suas melhores músicas, estão “Ramblin” uma ótima canção do tipo blues americano, mas a influência country ainda é bem visível. Isso demonstra o quão ótimo e versátil guitarrista é Carl Leyland. A lado-b “I’m gonna get it” é uma cação de Jazz Gillum, que eles tocam e a tornam uma canção própria. A música, a voz e a harmonia são claramente “bluesísticas”, mas o jeito que McMillan estapeia seu baixo e a guitarra são bem rockabilly.


No final de 1985, cansado de tocar cover e com a vontade de tocar uma música mais moderna, Mc Millan acha que é hora de uma mudança de direção. Isso leva Leland e Fahy à deixarem a banda. Leyland tocou em diversas bandas antes de se mudar para os EUA, onde montou uma sólida reputação como um pianista de boogie-woogie, jazz e blues. Fahy se juntou depois ao Get Smart, uma banda qual se autodenomina Jazzabilly.

Formação clássica dos três primeiros discos


A mais nova formação consiste em Mc Milla na guitarra (seu instrumento de formação), Mark Cole no vocal (às vezes parecido com Pip, vocal do Guana Batz), Dominic Parr na bateria e Jason Thornton de volta ao baixo acústico (ele tocou no The Starlites). Começam rockabilly rápido/psychobilly e sons originais.

O primeiro álbum, de 1986, “The Adventures Of...”, inteiramente escrito por Cole e McMillan, se tornou altamente influente na cena psychobilly, por méritos. A seção rítmica é firme, Cole é um dos melhores vocalista da era e as músicas são muito bem desenhadas e originais, ainda ancoradas na estética rockabilly. A banda não encheu linguiça com as faixas, deixando apenas 10.


“Sweet Dreams” sai em 1987, baseado no mesmo conceito. É ainda melhor. A banda está ainda mais unida, assim como as músicas, e McMillan adiciona um pouco de metal à sua guitarra. Mais uma vez as músicas alternam entre partes lentas e rápidas, com pausas muito bem tocadas.

Outra coisa fora do comum, 3 de 10 músicas têm mais de 6 minutos de duração, incluindo o ao vivo falsificado da versão de “Shout” do Isley Brothers.

Tour do disco Sweet Dreams na Alemanha


O próximo disco é o “Into The Tomb”, ainda em 1987, que prova que eles conseguiram gravar 3 clássicos seguidos. Mas dessa vez o som endurece um pouco e há mais covers: “Should I Stay Or Should I Go” do The Clash (um som que provou ser muito popular na cena psychobilly), “Solid Gold Easy Action” do T-Rex e a tradicional “Hava Nagila”. De resto, McMillan toma preponderância nas letras e Cole só colabora em uma música (“Curse Of The Pharaohs”).


Infelizmente todas as coisas boas têm um fim. Cole deixa a banda em 1987, com McMillan tomando conta dos vocais. Mas em 1988, Cole é seguido por Parr e Thornton. Era hora para uma nova formação com Steve Piper na bateria e diversos baixistas até Mark Burke e finalmente Graham Grant.

Steve, novo baterista


O som também muda com a nova formação, se tornando mais pesado e com influencias mais pesadas do metal, punk e glam rock. “Plague Of The Dead”, de 1988, combina todas essas influências. A escolha dos coveres revela essa orientação e o gosto variado de McMillan. Desde “Jeanie, Jeanie, Jeanie” de Eddie Cochran até “Do You Wanna Touch” de Gary Glitters, através de “My Generation” do The Who e “Steppin’ Stone” (Paul Revere, The Monkees, mas também interpretada pelos Sex Pisols). Tony cita Chuck Berry, Alice Cooper, Elvis, Rolling Stones, Led Zeppelin, Jimmi Hendrix e Sex Pistols.
Se não inesquecível, sofre a comparação com o “período Cole”, “Plague Of The Dead” têm seus bons momentos como “Legend Of The Piper”, “Take a Little More” e os coveres anteriormente mencionados. Apesar dos créditos, parece que McMillan toca as partes do baixo nesse álbum, não satisfeito com seu baixista. Isso antes dele ter achado Paul Oxley.
Depois de sua passagem pelo Krewmen, Burke formou o Phantom Rockers em 1988.

Formação do Krewmen nos anos 90


1988 e 1989 são anos congestionados para a banda e eles fazem bastante turnês pelos EUA. Entram nos anos 90 com o lançamento de “Power” (um título perfeitamente propício), o qual vai ainda além na direção anunciada pelo “Plague Of The Dead”. “Knight Moves” é claramente metal, “Devil’s Lair” mistura guitarras de hard-rock com baixo acústico e boa parte do resto é influenciado por hardcore. Mesmo assim o disco superou seu antecessor em qualidade. Mais coerente e muito bem produzido. A Cherry Red lançou um DVD com a formação do “Power” (Mc Millan, Hoxley, Piper).

Tour japonesa


No ano seguinte com o “The Final Adventure”, o Krewmen retorna a um som mais clássico. Algo como um elo perdido entre o “Into The Tomb” e o “Plague Of The Dead”. O single lançado desse álbum também é bom. “Forbidden Planet” é uma das melhores músicas escritas por McMillan. O lado-b contém uma canção country (mas com o tratamento Krewmen) e uma cover de “Paint It Black” dos Rolling Stones, com bateria eletrônica. Essas músicas também estão disponíveis no CD “Single Out” que reúne todos os singles desde que McMillan tomou conta dos vocais. Em 1992, Steve Piper deixou a bateria para tocar a guitarra base e Tony Gallagher o substituiu na bateria. Na frente de lançamentos tudo tem sido bem quieto, mas a Lost Moment relaçou a trilogia clássica em CD.

Em 2007, McMillan se juntou à banda de blues rock “Headsmith Band”, como baterista, e os rumores dizem que eles está trabalhando em um novo álbum do Krewmen.




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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

ARCHIE


O Archie é uma das melhores bandas psychobilly da Holanda.
A história dessa quarteto de Rotterdam começou nos anos 80, quando Krin, Buzz e Ben formaram o Honey Hush, banda com uma proposta neo-rockabilly. Com vontade de fazer um som mais atual, eles trocaram de baixista e formaram o Archie em no final de 84.

Depois de algum tempo de turnês e de tocarem em alguns festivais na Europa, conseguiram lançar seu único disco pelo selo KIX4You, em 1986. O play é bem produzido, com um instrumental sólido e letras bem sacadas. Ainda com um pé no neo-rockabilly, o álbum conseguiu capturar bem o psychobilly oldschool do final dos anos 80 e o momento pelo qual a cena holandesa passava, com uma explosão de bandas boas.

Quando ainda eram Honey Hush

Com o sucesso do disco, conseguiram sair na lendária coletânea Psycho Attack Over Europe e alguns anos mais tarde na coletânea Go Psycho, que contém somente bandas holandesas (Batmobile, Sons Of The Yomping Cochroaches e Es-Feiv).

Provando que ainda têm reconhecimento na cena psycho mundial, tiveram seu álbum relançado em cd em 1998 pela gravadora Rockhouse.




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terça-feira, 11 de agosto de 2009

ROCKATS


O Rockats (não confundir com a homônima americana de neo-rockabilly), é uma banda de psychobilly formada em Amsterdã, no final de 1987, por Martijn Spanteren (guitarra e vocal), Arjan de Witt (baixo), Jottum (bateria).

Em maio do ano seguinte já lançaram seu primeiro álbum, “The First Take Off”, via Tombstone Records. É um play interessante,, mas o som em geral é um pouco "imaturo" e cru.

No ano seguinte Jottum deixou a banda para a entrada de Remko e prontamente soltaram outro disco, “Keep On Turning”, também pela Tombstone.

Após três anos tocando em vários shows, principalmente no país de origem e nos vizinhos, em 92 lançaram seu terceiro e último álbum, “The Last Crusade”, mostrando uma ligeira mudança no som, com melodias mais agressivas e a guitarra flertando com o hard rock.

Após o término, não se sabe o que os integrantes fizeram, exceto Remko, que passou a tocar no Asmodeus.


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ES-FEIV


Os holandeses do Es-Feiv foram originalmente uma banda punk formada por Patrick e mais três amigos, Paul (baixo), Dirk (vocal) e Henk (bateria). Quando Henk decidiu sair em 1982, foi praticamente o final da banda. Era difícil encontrar um novo baterista, então Paul decidiu assumir a bateria, e Jeroen, com 13 anos na época, entrou para tocar baixo elétrico.


Após dezenas de shows em menos dois anos, a banda finalmente decidiu terminar. Todos os integrantes do Es-Feiv tocaram em outras bandas, mas todas perderam a sua energia no palco. Em 1986, eles se uniram para fazer uma turnê em tributo aos Ramones, uma das principais influências dos caras.


Então Paul decidiu fazer outra coisa e pela segunda vez saiu da banda, em 1987. Aparentemente foi mais um fim para o Es-Feiv... não exatamente. Em 1988 Patrick e Jeroen convidaram Dennis para tocar bateria. A cena estava fervilhando, com centenas de bandas novas e apreciadores do estilo. Jeroen trocou o baixo elétrico por um acústico e Patrick mudou de Telecaster e Gibson, para Jazzmaster e Gretsch.

O primeiro ep, “Nous Nous Ok” foi lançado depois de apenas um mês tocando juntos. Fizeram apenas 500 cópias, se tornando um disco extremamente raro hoje em dia. Infelizmente o grupo não ficou muito contente com o resultado. Dennis, muito ocupado com outras bandas, foi substituído por Arjan (ex-Toxaemia), irmão mais novo de Jeroen.


Continuando com uma rotina intensa de shows, onde em um deles, foram chamados pela Rockhouse/Kix4U para finalmente gravarem um LP, que prontamente saiu no ano seguinte, 1989. “Cows Is Motion” é um petardo com 14 excelentes músicas, onde mostram perfeitamente sua fusão de neo-rockabilly com Psychobilly, criando uma identidade bem própria.

Com o disco, ficaram mais conhecidos na Europa e conseguiram tocar em diversos festivais. Porém, Patrick não estava conseguindo conciliar o seu trabalho com a banda, e acabou parando de tocar. Tom entrou no seu lugar para assumir a guitarra.


Escreveram um monte de músicas novas, tocaram elas nos shows, fizeram fotos promocionais e até um esboço para a capa de um novo álbum que seria chamado de “Johnny’s Neighbourhood” mas, infelizmente, a banda terminou novamente, e o segundo disco nunca foi lançado. Esse foi mais um dos vários fins do Es-Feiv.

Após um hiato de quase 20 anos, com uma cena totalmente renovada e forte, não somente na Europa como no mundo todo, em 2008, a formação de “Cows Is Motion” voltou a se falar e ensaiar e estão com planos de lançaram um novo disco e saírem em turnê. Tomara que vingue. Se o disco novo tiver metade da qualidade do que lançaram no passado, já vale a volta!


Vale lembrar que participaram também de diversas coletâneas, inclusive a muito comentada aqui “Psycho Attack Over Europe”.




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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

RATMEN


Muito se fala sobre o Swampys e até mesmo alguns mencionam o Jekills logo que se fala de psychobilly belga. Mas verdade seja dita, o ponto alto do psychobilly belga foi o disco "Live Fast Die Young" do RATMEN.

Formado pelo guitarrista Walter Broes, que desde os 13 anos já tocava guitarra e sonhava em montar uma banda de psychobilly, aos 15 finalmente conseguiu formar o Ratmen, com Ronny Wouters no baixo e Han Soete na bateria.

 A proposta era um neo-rockabilly rapido, ao estilo do Batmobile, os primeiros ensaios eram apenas voltados a versões de rockabilly aceleradas. As coisas iam bem e em 21 de fevereiro de 87 o Ratmen fez seu primeiro show numa casa de shows punk da Bélgica, o Fronline, e alguns meses depois em um festival psychobilly tocando com bandas como Sharks, Restless e Frenzy.



Pouco depois, um cara chamado Koen se interessou pela banda, e foi chamado para emrpesariar. Apartir dai tocaram na França, Holanda, Alemanha e até mesmo no lendário Klub Foot na Inglaterra. Graças aos esforços de Koen, chegaram a fechar noites de festivais, tocando como atração principal mesmo frente ao Mad Sin e outras bandas psychos já consideradas grandes.

Em 1988 lançam o disco "Live Fast Die Young" pela Nervous Records, com ótimas versões pra Hank Williams "Kaw Liga" e até mesmo "I Love Rock'n'Roll" da Joan Jett, mas composições proprias que são o ponto alto do disco "Blond Beatiful & Dead", "My Girl" e "Lolita" merecem o destaque especial. O album chegou a ficar por em 2º lugar por 3 semanas na parada de lançamentos alternativos britanica, sendo que os primeiros no rank eram nada menos que o The Meteors!


Ronny, empolgado com outros projetos deixa o Ratmen pouco depois, e entra para uma banda rockabilly chamada "The Dominos". Em seu lugar é chamado Christian Olde-Wolbers, baixista de outra banda belga chamada Krank. Mas mesmo com a mudança do line-up a banda acaba em 1991. Han Soete larga sua carreira musical e vira político. Christian vai para os EUA e deixa a banda (leia mais em curiosidades!). O baixista original da banda, Ronny, atualmente toca numa banda de cowpunk/country-trash chamada Hetten Des. O frontman da banda Walter ficou um bom tempo sem tocar, até formar o Seatsniffers em 1995, uma banda extremamente popular na Belgica, que toca rockabilly de raiz. 

Em 25 de Novembro de 2007 na Bélgica, depois de 16 anos sem tocar, o Ratmen fez um show de reunião da banda com a formação original. Apenas um show para os fãs belgas da banda, provavelmente não haverá outro tão cedo.


A volta do Ratmen em 2007. 


Mais uma banda obrigatoria aqui no blog, não por ser mais uma banda de psychobilly, mas por ter feito provavelmente um dos melhores discos do estilo dos anos 80. 


Curiosidade: Christian baixista do Ratmen foi para os EUA, e adivinhem?!... Exatamente! Ele entrou como guitarrista do FEAR FACTORY, e depois chegou a tocar como guitarrista do KORN, sem contar suas partipações em bandas de RAP (na qual ele toca baixo acustico de 5 cordas) como Cypress Hill e Snoop Dogg. Fato interessante não? 


Christian Olde-Wolbers largou o psychobilly pra tocar metal e rap, pelomenos deve estar ganhando bem.






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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

MENTAL HOSPITAL


Para todos aqueles mais psychos do que billys! O Mental Hospital foi uma banda finlandesa que começou em 1990, com Tero na bateria, Juha na guitarra/vocal e Ari no baixo. curiosidade é que a banda usava baixo eletrico, coisa rara no meio psychobilly mais pesado, lançaram em 1994 o otimo album Hereticals com 14 musicas, lembram um pouco o Meteors, só que um pouco mais pesado e rápido. O album hoje em dia é muito raro de se achar. 



Em 1996 lançam o ultimo album "Intellectual Action" que é provavelmente um dos pontos altos do psychobilly dos anos 90. Das pauladas "Plan B" (que tem um estilo bem hardcore finlandes), "Lovely Neighbours" até a macabrona "Swamp People" o disco é inteiro bom. Outro fato interessante é que o guitarra/vocal do primeiro algum, Juha, nesse album assume o baixo acustico e vocal, Ari sai do baixo e quem entra na guitarra, após um longo periodo no exercito finlandes, é Ile. O album ainda esta disponivel para venda e é altamente recomendado. 




O Mental Hospital ainda lançou duas boas musicas numa coletanea de psychobilly finlandes chamada "Psycho Freaks From Finland". A banda acabou em 1998 sem um motivo aparente, ao que consta Juha entrou para outra banda psycho filandesa chamada Evil Gnomes (banda de psychobilly finlandês muito meia boca, já não tocam mais). Uma banda obrigátoria a todos aqueles que gostam de psychobilly mais rapido e pesado, que com certeza foi grande influência de bandas como Catalépticos e Cenobites.




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